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Soja: Mercado se recupera de relatório baixista do USDA, por Miguel Biegal da OTCex Genebra
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12 de junho 2017
Por CNA

Por: OTCex Group Genebra

Os contratos futuros de soja na bolsa de Chicago operam em leve baixa nesta segunda-feira. Neste momento (06:32 da manhã no Brasil), o contrato de julho/17 opera com 2,25 centavos de queda, e está sendo negociado a US$ 939,25 cents/bushel, com 11 mil contratos tendo sido negociados durante a madrugada.

Hoje talvez seja o último dia em que o julho ainda é o driver do mercado. Está com 272 mil posições em aberto (estava com 290 mil na sexta), enquanto que o novembro já aparece com 262 mil posições em aberto (estava com 250 mil na sexta). Ou seja, provavelmente o novembro já se transforma na principal referência a partir de amanhã.

O relatório do USDA na sexta-feira foi considerado entre baixista. A tão esperada revisão das exportações de safra 16/17 não aconteceu e ficou mantida em 55,7 milhões de toneladas, apesar de já ter quase 58,5 milhões de toneladas teoricamente comprometidas para embarque. Claro que ninguém esperava que o USDA jogasse sua estimativa de exportação para 58 milhões de tons, porque um possível cancelamento massivo de compras da China pode acontecer a qualquer momento. Mas mesmo assim era esperado um aumento nesse número de exportação, com consequente redução dos estoques. Mas isso não aconteceu, e até pelo contrário, o USDA trouxe aumento dos estoques em quase 500 mil toneladas.

No momento em que o relatório foi divulgado, esse dado baixista derrubou o mercado instantaneamente. O contrato de julho estava sendo cotado a US$ 943,00 cents/bushel e caiu para US$ 933 em questão de segundos.

No entanto, essa informação foi rapidamente digerida. Os fundos começaram a comprar novamente em função dos mapas climáticos não muito bons (naquele momento) e a soja fechou acima dos US$ 940,00.

Hoje o mercado está tendo um ajuste técnico em função das altas da semana. O mercado saiu dos US$ 910 para US$ 940 na semana, e é compreensível um ajuste no começo dessa semana. Atenção total aos mapas climáticos, que ocuparão o centro das preocupações para os próximos dias e semanas, e também a demanda, que como se sabe, está bem aquecida em termos globais.