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Levantamento mantém queda de 10% na área de trigo no Rio Grande do Sul
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11 de julho 2017
Por CNA

Por: Agrolink

Número da Conab referenda perspectiva da FecoAgro/RS, mas a falta de chuvas já preocupa em relação ao desenvolvimento das lavouras.

Apesar do grande problema com as chuvas no mês de maio que atrasaram a semeadura do trigo no Rio Grande do Sul, a redução estimada em área no Estado, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados nesta terça-feira, 11 de julho, se manteve em 10%. O fato confirma a expectativa da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), que em levantamento com as cooperativas, antes do plantio, estimavam este número.

Para o presidente da entidade, Paulo Pires, a redução só não será maior devido a falta de alternativas no cultivo do inverno no Rio Grande do Sul. "Os produtores precisam da cultura alternativa no inverno, mas estas culturas como Canola, aveia, entre outras, não tem expressão econômica. Por isso que a estimativa é que caia só 10%, pois se fosse pela decepção do produtor esta redução seria maior. Isto consolida que precisamos de uma novidade na cultura do trigo no Rio Grande do Sul", enfatiza.

Este fato, conforme Pires, solidifica o trabalho que a entidade realiza junto com a Embrapa Trigo, de Passo Fundo (RS), sobre as alternativas de plantio do trigo no Estado. Neste ano, são cinco unidades demonstrativas que estão à campo. No ano passado, nas quarto áreas experimentais se confirmou que a redução de custo pode chegar a até 18%. "Não se está trabalhando contra a produção de trigo pão no Rio Grande do Sul. Temos cooperativas que vão fomentar a produção por ter moinhos, e temos cooperativas que priorizam a produção de trigo pão para o mercado e vão continuar nesta linha. Mas precisamos dar liquidez para toda a safra gaúcha e a única forma de chegar a esta liquidez é diversificando a produção, de forma a buscar em parte do Estado plantio de variedades que se enquadram para o mercado da exportação", reforça.

O presidente da FecoAgro/RS lembra ainda que mesmo que estas variedades possam valer um pouco menos, no máximo 5% abaixo do preço tipo pão. "Já que ele vale menos precisamos de mais produtividade do que o trigo pão, e isso a pesquisa nos sinaliza que é possível", observa.

A grande preocupação neste momento é com a falta de chuvas no Estado, que vem comprometendo o desenvolvimento da cultura. Os números de produtividade devem cair 16% em relação à safra passada, segundo a Conab, fechando em 2,7 mil quilos por hectare. "Tivemos no plantio localidades com excesso de chuvas que atrasou a semeadura. Em algumas localidades já faz mais de 30 dias que não chove. A agricultura do Rio Grande do Sul é muito suscetível ao clima e se tivermos condições negativas de clima poderemos ter mais problemas na produtividade", alerta o presidente da FecoAgro/RS.