15/08/2018

CNA participa de Encontro Nacional de Comércio Exterior no Rio

Brasília (15/08/2018) – O presidente da Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio de Janeiro (Faerj) e vice-presidente da CNA, Rodolfo Tavares, disse, na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), que a obrigatoriedade do tabelamento do frete acarreta perda de competitividade para o setor produtivo. 

O evento, promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acontece no Rio e reúne representantes do governo e iniciativa privada para discutir a conjuntura do comércio internacional no Brasil e no mundo. 

Tavares afirmou que o tabelamento do frete rodoviário tem elevado os custos em 40% no transporte por caminhões e alertou para as consequências e os riscos futuros da medida.  A CNA foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação contra a medida.

“São observados reajustes de preços significativos nos produtos essenciais à sobrevivência da população brasileira, como é o caso da cesta básica. A tendência, caso a obrigatoriedade da tabela não seja declarada inconstitucional pelo Supremo, é a redução da produção agropecuária e do volume de exportações”.

Para a assessora técnica da CNA Elisangela Pereira Lopes, que também participa do evento, “as relações do Brasil com o comércio exterior ficam prejudicadas com a insegurança provocada pela obrigatoriedade do tabelamento”.

“Chegar ao mercado internacional com produtos competitivos exige ações que promovam a redução dos custos de transportes. Com a tabela, o governo age na contramão do desenvolvimento do país e onera o setor agropecuário, aliado fundamental para manter o superávit da balança comercial. E pior, sobrecarrega cada cidadão com o aumento de alimentos e consequente perda de renda familiar”, disse.

Comércio - Em seu discurso, Tavares destacou a participação do agro brasileiro no mercado mundial em produtos como carne bovina, carne de frango, açúcar, café, soja e suco de laranja, que fazem do país o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas de União Europeia e Estados Unidos.

Entretanto, ressaltou que o país pode ter mais avanços no comércio mundial a partir das negociações em andamento com outros países e blocos em busca de mais mercados para produtos do agro, como a Coreia do Sul e União Europeia. 

O representante da CNA disse, também, que a logística é fator preponderante para a competitividade brasileira, pois o agro é invencível da porteira pra dentro, mas vulnerável fora dela. “A questão fundamental é como promover custos de transportes menores, que resultem em ganhos – produtos mais baratos – para a sociedade, brasileira e global?”.

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