04/06/2020

CNA debate rastreabilidade e comercialização da cadeia produtiva de hortaliças

Brasília (04/06/2020) – A Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta (4), por videoconferência, para debater os desafios da rastreabilidade vegetal, os impactos da pandemia no setor, as oportunidades de comercialização em compras públicas da agricultura familiar, plataforma eletrônica e mercado internacional.

As dificuldades da rastreabilidade e propostas de ajustes a sua implementação foi um dos temas da pauta. A rastreabilidade é uma exigência da Instrução Normativa Conjunta nº 2, de 7 de fevereiro de 2018, do Ministério da Agricultura e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata do monitoramento e controle das práticas agrícolas.

De acordo com o presidente da Comissão, Manoel Oliveira, a implementação da rastreabilidade está diretamente ligada à resolução dos problemas relacionados às minor crops (pequenas culturas), que não possuem defensivos agrícolas específicos para uso na produção.

“A rastreabilidade é fator decisivo de sucesso na produção e no atendimento ao mercado consumidor no que se refere à segurança dos alimentos. O cumprimento da norma é uma necessidade e a busca por soluções para adequação do produtor rural é constante”, disse.

O assessor técnico da Comissão, Erivelton Cunha, apresentou uma análise da CNA sobre os efeitos do coronavírus (Covid-19) nos preços das hortaliças praticados no atacado.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume da alface comercializado em 10 Centrais de Abastecimento (Ceasas), no primeiro quadrimestre de 2020, teve queda de 9% se comparada a igual período do ano passado.

O tomate sofreu redução de 8% nas vendas, e a cenoura, 4%. Já a batata registrou aumento de 4% na comercialização nos quatro primeiros meses do ano.

O coordenador-geral de Acesso a Mercados da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (SAF/Mapa), Mateus Soares da Rocha, foi um dos palestrantes e destacou a importância dos programas de compras públicas da agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

De acordo com Soares, o PAA é dividido em compra com doação simultânea (CDS), compra direta, formação de estoques, aquisição e sementes e compra institucional. “Em, 2019, mais de 75% das compras com doação simultânea foi de frutas e hortaliças”.

Durante o encontro virtual, a coordenadora de Exportação da CNA, Camila Sande, falou sobre o Projeto Agro.Br, iniciativa da Confederação, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que engloba ações de internacionalização e promoção comercial de produtos agrícolas brasileiros, como café, lácteos, mel, pescados e fresh (frutas, flores e hortaliças).

“Boa parte dos produtores inscritos no projeto não tem experiência com exportação e metade possui propriedades menores que 500 hectares. A CNA busca apoiar os produtores para que possam se inserir no mercado exportador e, dessa forma, diversificar seus canais de venda”, disse Camila.

O Gestor de Negócios da CNA, Wilson Brandão, também participou da reunião e apresentou o programa Mercado CNA, que oferece uma plataforma de comércio eletrônico para aproximar produtores rurais, aplicativos, redes de supermercados e prestadores de serviço de frete para facilitar a comercialização de produtos do campo.

“Desde o lançamento do programa, em 15 de abril, a plataforma já teve mais de 20 mil visualizações”.

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