29/09/2020

Brasil precisa investir em novas variedades e tecnologias para desenvolver mercado de pulses

Brasília (29/09/2020) – Para desenvolver o mercado de feijões e pulses é necessário investir em novas variedades e tecnologias para aumentar a produtividade e atender novos mercados, afirmaram especialistas durante a live “Pulses e colheitas especiais: a fronteira agrícola não geográfica da agricultura brasileira”, promovida pela CNA na terça (29).

O debate teve a participação do presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato) e produtor rural, Marcos da Rosa, do presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, e do adido agrícola do Brasil na Índia, Dalci Bagolin.

“O Brasil tem grande potencial nesse mercado, com possibilidades de clientes em todo o mundo. É um mercado de bilhões de dólares que o setor, produtores e o próprio governo já estão percebendo e que vem amadurecendo com o passar do tempo”, afirmou Lüders.

Lüders afirmou ainda que o apoio formal do governo a contratos que possam ser celebrados entre produtores, exportadores e empacotadores é outra forma de desenvolver o mercado de pulses.

“O contrato é o sonho do produtor. Na medida em que temos esses contratos e podemos registrá-los na bolsa brasileira de mercadorias, nós trazemos maior segurança para os produtores e exportadores. Um efeito desses contratos registrados é começar a desenhar um mercado futuro para os feijões e pulses.”

Marcos Rosa, vice-presidente da Famato e produtor de gergelim em Canarana (MT), disse que a cultura mudou a realidade econômica do município.

“Temos uma microrregião dentro do Brasil, que traz um alento ao comércio local, que sofreu com passivos deixados pela produção de soja. O gergelim cobriu esse passivo e trouxe ânimo ao comércio para voltar a investir e a confiar no produtor. Isso mostra a importância desses produtos na diversificação da renda e na rentabilidade da propriedade rural."

Em relação à abertura de mercados para os pulses brasileiros, o adido agrícola do Brasil na Índia, Dalci Bagolin, afirma que, apesar de ainda pequeno, o mercado está se movimentando. Ele lembrou a abertura do mercado indiano para o gergelim e ressaltou que o Brasil tem oportunidades com grão de bico e feijão no país asiático.

“Grão de bico e feijão caupi são o caminho para diversificar a exportação para a Índia. Eles têm grande preocupação com a qualidade e sanidade do alimento. Apesar de não ser necessário certificações, a legislação é rígida em relação aos Limites Máximos de Resíduos (LMR’s) e aos transgênicos. Precisamos abrir mais mercados e consolidar o que já temos.”

Marcelo Lüders, do Ibrafe, ressaltou a importância da irrigação para ampliar a produção brasileira e a inserção em novos mercados. “O hemisfério norte produz uma safra por ano e mesmo não irrigando conseguimos sair na frente da safra deles. Então, podemos produzir para exportação na segunda safra e atender os mercados mais exigentes e maduros, em termos de qualidade, com a produção irrigada.”

Para Marcos Rosa, o poder público pode contribuir com o crescimento da cadeia viabilizando formas de reduzir os custos, investir em pesquisas e fortalecer as entidades para ampliar a exportação de forma direta.

O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, falou sobre o empenho da CNA para o desenvolvimento tecnológico e de mercado desses produtos. Uma das iniciativas é a página disponibilizada no site da CNA, onde há informações sobre os principais pulses cultivados no Brasil e no mundo.

Na avaliação do Arioli, o mercado de pulses é grande e com potencial para exportação. No entanto, o Brasil ainda não tem grande expressão. “Estamos evoluindo porque o produtor está se organizando para vencer os entraves, além de aprender a investir e produzir cada dia melhor”.

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