Com 22,7 mil em junho e 75,4 mil no 1º semestre, Agropecuária é o 2º setor que mais abriu vagas de emprego formal em 2019

Por: Superintendência Técnica da CNA

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam a criação líquida, em junho de 2019, de 48.436 postos de trabalho. No mês foram registradas 1.248.106 admissões e 1.199.670 demissões. Esse resultado veio bastante alinhado às expectativas de mercado e é o melhor resultado para o mês de junho desde 2014.

Apesar desse resultado alinhado às expectativas de mercado, cabe destacar que para o ano de 2019 as projeções apontam expansão próxima de 500 mil vagas, um patamar bastante aquém do necessário para reverter significativamente o atual cenário de 13 milhões de desempregados, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD Contínua).

Em junho a expansão no setor agropecuário foi de 22.702 vagas, resultado muito próximo do setor de Serviços que com 23.020 novas vagas, foi líder, em junho, na ampliação de vagas, conforme gráfico 1 a seguir.

Gráfico 1. Saldo Movimento por Setores da Economia em junho/2019 - (Contratações – Demissões)

No 1º semestre de 2019, a agropecuária foi o segundo setor que mais expandiu o número de vagas formais de trabalho. Foram 75.380 novos postos de trabalho, atrás apenas do incremento de 272.784 vagas observada no setor de Serviços. (Ver gráfico 2).

Gráfico 2. Saldo Líquido Acumulado do Primeiro Semestre de 2019

As principais atividades do setor agropecuário que apresentaram expansão de postos de trabalho, em junho/2019, foram:

  • Atividades de Apoio à Agricultura (+8.276 postos) especialmente em São Paulo (+7.113 postos), Minas Gerais (+467 postos) e Espírito Santo (+415 postos);
  • Cultivo de Laranja (+7.637 postos) principalmente em São Paulo (+6.961 postos), Paraná (+397 postos) e Minas Gerais (+290 postos);
  • Cultivo de Soja (+2.925 postos) principalmente em Mato Grosso (+2.330 postos), Mato Grosso do Sul (+ 265 postos) e Goiás (+134 postos);
  • Cultivo de Plantas de Lavoura Temporária não especificadas anteriormente (+2.004 postos) principalmente em Minas Gerais (+781 postos), Rio Grande do Norte (+752 postos) e Goiás (+459 postos); e
  • Cultivo de Cana de Açúcar (+1.380 postos), com destaque para o Maranhão (+539 postos), Alagoas (+277 postos) e Piauí (+271 postos).

Apesar do setor agropecuário no agregado ter apresentado expansão de postos de trabalho, algumas atividades apresentaram fechamento líquido de vagas em junho/2019. São elas:

  • Produção de Sementes Certificadas (-3.035 postos), principalmente em Minas Gerais (-2.031 postos), Goiás (-1.234 postos) e Paraná (-53 postos);
  • Cultivo de Cereais (-554 postos) principalmente no Rio Grande do Sul (-404 postos), Minas Gerais (-151 postos) e Paraná (-91 postos);
  • Produção Florestal – Florestas Plantadas (-243 postos) especialmente no Maranhão (-132 postos), Rio Grande do Sul (-61 postos) e Mato Grosso (-40 postos);
  • Cultivo de Frutas de Lavoura Permanente, exceto Laranja e Uva (-176 postos) principalmente no Rio Grande do Sul (-242 postos), Espírito Santo (-176 postos) e Minas Gerais (-108 postos); e
  • Cultivo de Plantas de Lavoura Permanente não especificada anteriormente (-169 postos) principalmente em Espírito Santo (-109 postos), Goiás (-45 postos) e Santa Catarina (-21 postos);

O resultado do CAGED de junho e do 1º semestre de 2019 revela que a recuperação no mercado de trabalho brasileiro continua em ritmo bastante lento. Já o setor agropecuário, mais uma vez, demonstra sua pujança com expansões mensal e acumulada no 1º semestre de 2019 de, respectivamente, 22.702 e 75.380 vagas.  Ou seja, embora o ritmo de atividade econômica brasileira permaneça baixo, nas atividades agropecuárias a realidade é de crescimento com geração de emprego e renda.

Gráfico 3. Saldo Movimento em Junho/2019 – Todos os Setores - (Contratações – Demissões) por UF, sem ajuste

Gráfico 4. Saldo Movimento em Junho/2019 - Agropecuária (Contratações – Demissões) por UF, sem ajuste



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