Núcleo Econômico Selic COPOM

Em nova mínima histórica, Selic passa a 5,5% ao ano

Por CNA 19 de setembro 2019
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1. COPOM reduz taxa SELIC para 5,5% a.a.

Conforme esperado pela grande maioria das instituições financeiras, o Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu por nova redução da taxa SELIC. A decisão unânime de reduzir a Taxa SELIC dos atuais 6 ao ano, para 5,5% ao ano foi divulgada ao final da 225ª reunião realizada nos dias 17 e 18 de setembro. Conforme o gráfico 1, as expectativas majoritárias apontam nova redução da SELIC, embora haja significativa divergência entre os agentes sobre o patamar, entre 5,0% e 5,5%, a ser alcançado no final de 2019 e mantido em 2020.

Gráfico 1- Evolução da Taxa SELIC no Brasil: 2010 a 2019, e Projeções até 2020 (em %a.a.)

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A decisão do COPOM foi apoiada na seguinte conjuntura econômica:

  • A inflação segue estável e em baixo patamar: 3,43% nos 12 meses encerrados em agosto de 2019;

  • Corte, pelo Banco Central dos EUA (FED) também no dia 18/09/2019, de 0,25 pontos percentuais na taxa de juros norte americana, que passa para a faixa de 1,75% a 2% ao ano. A redução pelo FED reduz a atratividade dos títulos públicos norte-americanos, ampliando a margem para redução das taxas de juros pagas pelos títulos brasileiros;

  • Expectativas inflacionárias dentro das metas estabelecidas até 2022;

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A Selic é a taxa básica de juros da economia, ou seja, o preço de referência do dinheiro. Por isso, reduções na Selic tendem a tornar o crédito mais barato e, em alguma medida, estimular o crescimento econômico.

Essa transmissão para o custo do crédito, contudo, não é instantânea. Depende de uma série de fatores, como o repasse pelos bancos para suas linhas de financiamento, o não incremento tanto da inadimplência como dos custos de transação dos bancos e, por fim, a disposição desses em não ampliar suas margens de lucro.

Para o agronegócio a consolidação do ciclo de redução da SELIC, iniciado na reunião anterior do COPOM (30 e 31/Julho) e consolidada agora, é benéfica pelas perspectivas de incremento:

  • da demanda doméstica por produtos de maior valor agregado, especialmente carnes e lácteos, com o progressivo acesso das famílias a crédito privado mais barato;

  • do número de operações de crédito rural a juros controlados a serem contratadas pelo setor privado, em função do menor custo para o governo federal com a equalização de taxa de juros;

  • no volume de crédito a ser contratado a taxas de juros livres em função das menores taxas a serem cobradas (revisão das taxas atuais) pelos bancos comerciais nas operações de crédito rural.

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