24/10/2018

Tecnologias, Assistência Técnica e Sucessão Familiar são caminhos para melhorar gestão rural

Brasília-DF (24/10/18) – Para melhorar a gestão rural é necessário dar ao produtor acesso a novas tecnologias, levar capacitação e assistência técnica ao campo e promover a sucessão familiar, afirmaram as organizações de pesquisa que participaram, nesta quarta (24), do 4º Seminário Nacional do Campo Futuro, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O tema foi abordado no painel “Panorama da rentabilidade no campo e propostas das organizações de pesquisa para melhoria da gestão rural”.

Segundo o coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Geraldo Sant’Ana de Camargo Barros, para o setor agropecuário continuar crescendo, é preciso investir em tecnologias e na profissionalização do campo. Para o pesquisador, a maioria dos produtores, apesar de estar avançando tecnicamente, não está acompanhando os que estão na linha de frente.

Geraldo Sant'Ana, diretor do CEPEA/ESALQ

“Precisamos da CNA para coordenar um trabalho de assistência técnica para não se ter um distanciamento e um aumento da desigualdade na produtividade da agropecuária. Estamos indo muito bem em termos da liderança na tecnologia, mas não estamos conseguindo levar isso para a maioria dos produtores rurais.”

Pedro Valentim Marques, diretor do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege) da Esalq, destacou a importância da tecnologia e como o uso da Internet das Coisas (IoT) vai impactar a gestão rural.

Pedro Valetim, diretor do PECEGE/ESALQ

“O produtor precisará de pessoas que não apenas operem a máquina, mas que saibam interpretar os dados para tomada de decisão. Esse avanço tem acontecido principalmente em áreas como olericultura e piscicultura, e apesar de muitas dessas tecnologias ainda estarem na universidade, estão chegando aos poucos com apoio, por exemplo, das startups. A palavra-chave daqui para a frente é treinamento.”

Luiz Gonzaga de Castro Júnior, coordenador do Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), apresentou três propostas de melhoria da gestão rural: utilização dos mercados futuros para melhoria de renda, modelo de assistência técnica e gerencial coletiva para agricultores e ambientes institucionais que favoreçam a criação de startups.

Luiz Gonzaga, coordenador do CIM/UFLA

“Precisamos desenvolver ações que direcionem os produtores a utilizarem os mercados futuros, como programas em parceria entre entidades públicas e privadas para treinamento e desenvolvimento técnico, além de proporcionar condições, por meio de ações coletivas, onde pequenos produtores possam utilizar o mercado futuro.”

Christiano Nascif, superintendente do Senar/MG

Para Christiano Nascif, superintendente do Senar Minas Gerais, gestão de custos, estratégias de comercialização e sucessão familiar são os caminhos para uma gestão melhor da atividade rural. Em relação à sucessão familiar, ele acredita que existe um estigma entre os jovens de que ficar no campo é algo atrasado. Para ele, é necessário desenvolver tecnologias, como aplicativos, que chamem esse jovem para o negócio familiar e de volta ao campo.

"É importante avançar para dentro da porteira e fazer a seguinte pergunta: quais são os fatores críticos do sucesso ou fracasso dentro de uma gestão rural? É um desafio muito grande fazer esse tipo de observação”, ressaltou o superintendente do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (IMEA), Daniel Latorraca Ferreira, moderador do debate.

O segundo painel do evento tratou das ações desenvolvidas pelo Sistema CNA/Senar para difusão de informações e capacitação dos produtores rurais. O diretor de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, Matheus Ferreira, apresentou os resultados da metodologia, que já atendeu 90 mil propriedades rurais em todo o País.

Matheus Ferreira, diretor de ATeG/Senar

“São 2,5 mil técnicos de campo com quem temos relação direta. Eles visitam os produtores todos os meses e isso é muito importante até mesmo para gente poder correlacionar com as ações principalmente do Campo Futuro. Inclusive já estamos trabalhando nessa aproximação das ações do Campo Futuro e da Assistência Técnica e Gerencial do Senar, sobretudo para que uma tecnologia possa validar e certificar a outra. Esse é nosso objetivo daqui para frente.”

O assessor técnico Rafael Diego Costa falou sobre os programas de capacitação em gestão do Senar e a chefe da Assessoria de Comunicação Social, Cecília Kobayashi, apresentou as ações de divulgação do Sistema.

Rafael Costa e Cecília Kobayashi, do Senar

Campo Futuro – É um projeto que alia a capacitação do produtor rural à geração de informação, direcionada ao gerenciamento de risco de preços, custos e produção. O projeto é realizado pela CNA e Senar, em parceria com universidades e centros de pesquisas, além das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados.

O levantamento das informações é feito por meio de painéis nas principais regiões produtoras e municípios de cada atividade produtiva.

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