15/10/2020

CNA debate fintechs como alternativa de crédito no agro

Brasília (15/10/2020) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou uma live com o tema “Crédito no agronegócio, alternativas com fintechs”, na quinta (15).

O debate foi moderado pela assessora técnica do Núcleo Econômico da CNA, Gabriela Coser, e contou com a participação da CEO da DuAgro, Fernanda Mello, e do CEO da Uqbar, Carlos Augusto Lopes.

Segundo Gabriela Coser, o objetivo do encontro foi discutir como as fintechs – empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros - estão entrando no mercado de oferta de crédito paro o agro, buscando um modelo mais ágil e menos burocrático que o financiamento tradicional bancário.

“O Sistema CNA tem trabalhado para trazer informações sobre alternativas de crédito privado e mostrar para o setor o que está acontecendo em termos de inovação, o que podemos melhorar na regulação e como podemos aproximar, cada vez mais, esse mercado do pequeno e médio produtor”, disse.

Fernanda Mello destacou que as fintechs permitem maior agilidade no processo de concessão de crédito, além de ser uma forma de desintermediação bancária para baratear custos. Segundo ela, o foco é financiar pequenos e médios produtores por meio de operações “pulverizadas” e oferecer taxas mais baixas de juros a médio prazo, de acordo com o perfil individual.

“O crédito rural subsidiado está cada ano menor. Então, o produtor precisa exercitar novas fontes de financiamento. O banco vai continuar lá, mas é muito importante diversificar isso e ter várias formas de financiamento. Dificilmente o pequeno e o médio produtor chegariam sozinhos no mercado de capitais e as fintechs fazem isso” afirmou ela.

O CEO da Uqbar explicou o funcionamento da estrutura de securitização e a captação de recursos junto ao mercado de capitais para a geração da carteira de créditos do agronegócio e de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Para ele, as fintechs podem auxiliar os veículos de securitização, oferecendo ferramentas para facilitar a captação de recursos para fazer com que o processo de concessão de crédito seja mais eficiente.

“O Brasil é uma agropotência. Para que continue crescendo e tendo esse papel de liderança, a gente vai precisar de recursos e o financiamento tem que ser múltiplo, com várias fontes. Só o capital dos bancos não vai ser suficiente para financiar o agronegócio se ele continuar crescendo da forma como está”, declarou.

Ambos acreditam que o mercado de capitais e as fintechs para o financiamento do setor são promissores e deverão crescer nos próximos anos. Para Fernanda, com a queda das taxas de juros, os investidores tendem a buscar ativos mais estruturados como a securitização. Além disso, o agro está em evidência. O setor demonstrou resiliência durante a pandemia e tem grande representatividade no PIB.

Carlos Augusto também enxerga um potencial “enorme” no segmento, mas alerta para a necessidade de mais informações e conhecimento por parte de produtores e de investidores do mercado de capitais. Os primeiros precisam se financiar melhor e entender outras dinâmicas de crédito, enquanto na outra ponta é necessário saber que o agro é um setor complexo e com particularidades.

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