Paraná

16/12/2020

Campanhas criaram “experiência inovadora” para alunos e professoras

Por: Comunicação Social – Sistema FAEP/SENAR-PR

Neste ano, devido à pandemia do novo coronavírus, o Agrinho precisou se reinventar. A edição 2020 do programa foi cancelada, para atender às orientações de saúde, mas o compromisso com a educação paranaense não permitiu que a família Agrinho ficasse parada. Por meio das campanhas “Agro pela Água” e “Todos Contra a Dengue”, o Sistema FAEP/SENAR-PR reuniu milhares de professores e alunos, de forma remota, para dar sequência a este trabalho de responsabilidade social.

Com a suspensão das aulas presenciais, as campanhas foram lançadas para serem desenvolvidas de forma online com os alunos, por meio da utilização de materiais didáticos específicos sobre os temas, bem como vídeos e um jogo eletrônico. Apesar das mudanças, o objetivo das campanhas manteve-se alinhado ao Programa Agrinho: abordar temas transversais que colaboram diretamente para a formação dos cidadãos do futuro.

Assim como o desenvolvimento das campanhas, a tradicional festa de encerramento do Agrinho foi substituída por uma transmissão ao vivo, que, entre os poucos convidados, por motivos de segurança, reuniu quatro docentes e quatro estudantes das redes públicas municipal e estadual de ensino para uma premiação presencial simbólica. Na ocasião, as professoras Dilma dos Santos, Rosemari Kanarski, Maria Luiza de Araújo e Rosane Mayer e os alunos João Pedro Pereira, Natan Miguel Lopes, Sarah de Castro e Andressa Sydorak receberam os prêmios das mãos das autoridades presentes, representando os milhares de participantes das campanhas.

Reconhecimento

Ainda que realizadas em formato remoto, as campanhas incentivaram a troca de experiências e o diálogo, tanto por meio do uso de tecnologias para o desenvolvimento das atividades, como também pelo envolvimento mais próximo das famílias na rotina de aprendizado dos alunos. Segundo as docentes, isso permite que os jovens criem seu próprio senso crítico e sejam capazes de contribuir para melhorar a rotina de sua comunidade.

“Com o apoio da equipe pedagógica e da supervisora, a gente conseguiu suprir as necessidades dos alunos mesmo em meio às novidades das aulas online, e sendo um material de excelente qualidade e muito bem orientado, facilitou o trabalho e a compreensão por parte deles. A família também entendeu o recado e conseguimos colocar em prática”, contou a professora Dilma, da Escola Municipal José Eurípedes Gonçalves, de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Apesar de temas distintos, os materiais didáticos disponibilizados permitiram que ambas as campanhas fossem trabalhadas de forma complementar. Segundo a professora Rosane, do Colégio Estadual Professor Júlio Mesquita, em Curitiba, devido ao problema de estiagem na capital, muitas famílias estão fazendo uso de tonéis para coleta e armazenamento de água da chuva. Esse assunto foi amplamente debatido pela turma e pode ser desenvolvido dentro do contexto das duas campanhas, incentivando a conscientização sobre a preservação da água e, também, destacando os cuidados necessários para que esses espaços não ofereçam risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

“Esse ano foi totalmente atípico, mas foi uma experiência inovadora tanto para nós professores como para os alunos. Apesar de eu já trabalhar com o Agrinho há alguns anos, essa minha turma não conhecia o programa, então foi mais uma maneira de trazer temas importantes para serem discutidos pelos alunos”, relatou a professora. A novidade, inclusive, rendeu bons frutos. “Nós percebemos como temos que estar muito atentos ao que acontece no nosso dia a dia, como é o caso da dengue. Com certeza agora todo mundo lá em casa está se cuidando ainda mais”, avaliou Andressa, uma das alunas premiadas.

Enquanto a campanha “Todos Contra a Dengue” reforçou os cuidados e orientações sobre a doença, cujas notificações cresceram drasticamente em diversos municípios do Paraná em 2020, a campanha “Agro pela Água” foi voltada ao meio ambiente e sustentabilidade. A estiagem sofrida pelos paranaenses acendeu um alerta sobre a necessidade de um trabalho de conscientização da população para o uso racional da água.

A diretora Maria Luiza, da Escola Municipal Jardim Pioneiro, em Campo Magro, na RMC, que participou do evento representando a professora Rosangela Valle Natel, destacou o Agrinho como um importante instrumento de conscientização. “Esse ano foi atípico, pela pandemia, mas como sempre trabalhamos com o Agrinho e os temas transversais na escola, a didática fica mais fácil. Também percebemos que eles já tinham uma conscientização muito boa sobre os assuntos das campanhas”, apontou. “Deu bastante trabalho, mas foi muito gratificante ver os resultados”, concluiu a diretora.

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