07/08/2019

Reunião na CNA discute ajustes finais no Plano de Desenvolvimento da Aquicultura

Lilian Figueiredo e Eduardo Ono

Brasília (07/08/2019) – A Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na terça (06) para debater os ajustes finais no Plano Nacional de Desenvolvimento da Aquicultura (PNDA).

A iniciativa, liderada pela entidade, vai levantar os principais gargalos da atividade (peixe, camarão, moluscos, ostras e mexilhões) e apresentar propostas de ações de curto, médio e longo prazo para o crescimento da cadeia da aquicultura no Brasil.

“Entre as grandes dificuldades podemos citar, por exemplo, a grande burocracia que existe ainda hoje no setor. Nós temos uma carga tributária bastante elevada, impostos em cascata, uma dificuldade enorme principalmente, para viabilizar a industrialização de pequeno porte”, disse o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono.

Luis Nishimori

Outro destaque da reunião foi uma apresentação da Frente Parlamentar em Defesa do Pescado, criada em junho deste ano, e das ações conjuntas com a CNA. Os objetivos da bancada foram explicados pelo presidente da Frente, deputado federal Luis Nishimori (PR/PR), e pela deputada federal, Mara Rocha (PSDB/AC).

Deputada Mara Rocha

“Queremos somar com a CNA para trabalhar junto em prol da criação de peixes. A CNA trabalhou no desenvolvimento do nosso agronegócio, que hoje é um dos maiores exportadores do mundo, e a aquicultura pode seguir o mesmo caminho. É um setor que tem grande potencial”, afirmou Nishimori.

O encontro contou com a participação de membros da Comissão e de representantes de Federações estaduais de Agricultura através de videoconferência. A coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo, também acompanhou os trabalhos.

Cleiton Coldebella

Para o vice-presidente da Comissão de Aquicultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Cleiton Coldebella, as iniciativas discutidas impulsionam a aquicultura para um novo rumo e podem contribuir para o Brasil, em um curto espaço de tempo, se tornar um exportador de pescados.

“O PNDA vai trazer uma estruturação melhor. Hoje, temos produtores que muitas vezes não tem o conhecimento necessário para estar produzindo. O Plano mostra um caminho aonde o produtor possa encontrar soluções para os problemas que ele tem. Será um norte para quem já está na atividade e para quem está entrando”, declarou Coldebella, que também é criador de tilápia em Gouvelândia (Goiás).

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