Paraná

23/06/2020

Pandemia põe à prova resiliência do agro

Por: Comunicação Social - Sistema FAEP/SENAR-PR

A pandemia do novo coronavírus deu uma rasteira em praticamente todos os setores da economia brasileira. Comércio, indústria e serviços têm se virado como podem para seguir de portas abertas. Nesse cenário, a produção agropecuária também se viu obrigada a pôr à prova sua resiliência. E com um papel decisivo da organização de todos os elos da cadeia produtiva, aliado ao fato de se enquadrar na categoria de produtos essenciais, até o momento, o balanço de aprendizados tem sido positivo.

Os números do agro ilustram bem esse cenário. Enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) da indústria (-1,4%), serviços (-1,6%) e demais segmentos econômicos apresentaram desempenho negativo no primeiro trimestre de 2020, a agropecuária fechou com alta de 0,6%. Na geração de empregos, somente no Paraná, o agro abriu 2,9 mil postos de trabalho de janeiro a abril, enquanto comércio, indústria e serviços demitiram, juntos, mais de 25 mil pessoas.

Para especialistas, a explicação para o agro nadar contra a corrente envolve aspectos relacionados tanto à oferta quanto à demanda. “Quando olhamos pelo lado da oferta, a produção das atividades agropecuárias se dá em ambientes abertos e de uma forma mais dispersa pelo país, não estando concentrada nos centros urbanos como ocorre com outros setores”, reflete o professor de economia agrícola da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felippe Serigati.

Sobre a demanda, o agro conta com mais uma vantagem, de produzir, em geral, bens de primeira necessidade. “Apesar da restrição da circulação de pessoas em algumas regiões ou da contração de renda nos domicílios, a demanda por alimentos é mais inelástica. Mesmo que haja alguma mudança no consumo de algum produto, como pães especiais e iogurtes, a demanda geral do setor fica mais preservada. As pessoas seguem comendo o pão mais simples e tomando leite. Algo que é diferente nos setores da indústria e serviço, por exemplo”, compara o professor.

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