Mercado do feijão segue travado com demanda fraca e pressão sobre preços
Indicador Cepea/CNA aponta cenário limitado de reposições
Brasília (23/03/2026) – O mercado do feijão continua com a demanda enfraquecida, com a indústria abastecida e priorizando a liquidação de estoques, segundo o Indicador Cepea/CNA.
De acordo com a análise, o cenário tem limitado as reposições do grão e pressionado as cotações nas principais regiões acompanhadas pelo índice.
Confira o comportamento dos grãos por nota e tipo:
Feijão carioca (notas 9 ou superior) – Para essa categoria, os preços recuaram entre 13 e 20 de março, influenciados pelo avanço da colheita no Sul do País. As quedas foram mais intensas na Metade Sul do Paraná, com recuo de 3,99%, e no Leste de Santa Catarina, com 2,78%.
Já no Leste Goiano, a necessidade de caixa também contribuiu para a queda de 2,92%, em um ambiente de negociações pontuais. Em sentido oposto, a oferta restrita de lotes armazenados sustentou alta de 1,68% no Noroeste de Minas. Mesmo com os recuos recentes, a média parcial de março permanece 8,8% acima da de fevereiro.
Feijão carioca (notas 8 e 8,50) – O escurecimento dos grãos tem influenciado as decisões de venda, com produtores buscando liquidez antes de possíveis desvalorizações adicionais.
As quedas predominaram, com destaque para Sorriso (MT), onde os preços recuaram 4,61% no período, pressionados pela menor demanda da indústria local. No Triângulo Mineiro, a postura mais cautelosa dos vendedores resultou em leve alta de 1,48%.
Feijão preto (Tipo 1) – O desequilíbrio entre oferta e demanda também resultou em recuos nas cotações. Na Metade Sul do Paraná, por exemplo, os preços caíram 3,19%, refletindo a maior intenção de venda de estoques da safra anterior. Em Itapeva (SP), a queda foi de 0,9%, resultado do baixo interesse comprador.