Mercado de feijão inicia março mais cauteloso após forte valorização em fevereiro

Segundo Indicador Cepea/CNA, após altas expressivas no mês anterior, compradores reduzem ritmo de aquisições

Por CNA 9 de março 2026
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Brasília (09/03/2026) - O mercado brasileiro de feijão iniciou março em ritmo mais lento, após as fortes valorizações registradas em fevereiro, aponta o Indicador Cepea/CNA.

Segundo a análise, compradores têm atuado com maior cautela, aguardando a reação do atacado e do varejo antes de retomar aquisições mais intensas, enquanto produtores seguem ofertando volumes de forma escalonada.

Feijão carioca - O mercado do feijão carioca de notas 9 ou superiores registrou valorização mensal próxima de 30% em fevereiro, enquanto a demanda recuou nos últimos dias. Segundo agentes consultados pelo Cepea, a dificuldade de repassar as altas ao longo da cadeia levou compradores a priorizar a liquidação dos estoques antes de realizar novas compras.

Entre 27 de fevereiro e 6 de março, esse movimento resultou em recuos nas cotações em algumas praças, como Curitiba, com queda de 1,59%, e Itapeva, com retração de 0,82%. Em contrapartida, a oferta restrita sustentou altas no Noroeste de Minas, de 1,49%, e no Leste Goiano, de 0,5%. Mesmo com a desaceleração nas negociações, a média parcial de março permanece 8,5% acima da registrada em fevereiro.

Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, a menor presença de compradores e o aumento da disposição de venda pressionaram os preços entre o final de fevereiro e o início de março. Na média das regiões acompanhadas, as cotações recuaram cerca de 2,2%, com maior pressão em Minas Gerais. Ainda assim, os preços médios de março permanecem 9,4% acima dos de fevereiro.

Feijão preto - No mercado do feijão preto, o equilíbrio entre os estoques formados anteriormente, a entrada da entressafra do Paraná e a perspectiva de menor área na segunda safra tem influenciado as negociações.

A menor presença de compradores levou a recuos em Curitiba de 0,88%, e em Itapeva, de 0,94%. Em contrapartida, as cotações permaneceram estáveis na Metade Sul do Paraná e avançaram 2,5% no Oeste Catarinense, acompanhando a proximidade do encerramento da colheita.

No comércio exterior, as exportações brasileiras de feijão totalizaram 26,6 mil toneladas em fevereiro, volume 21,6% menor que o de janeiro, mas 77,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A maior parte correspondeu a feijões do grupo Vigna mungo ou radiata, seguida pelo feijão-fradinho e pelo feijão preto.

 

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