Paraná

16/04/2020

De forma diversificada, sindicatos mantém atendimento aos produtores no PR

Assim como as atividades no campo não param para garantir o abastecimento de alimentos à população, os sindicatos rurais também não desampararam os seus associados. Mesmo com as medidas de distanciamento social por causa do coronavírus, em vigor em boa parte do país, no Paraná, os sindicatos rurais seguem prestando serviços, de diversas formas, a agricultores e pecuaristas. Algumas entidades estão de portas fechadas, atendendo de forma remota. Outras redobraram os cuidados, como por exemplo, manter uma distância segura nos atendimentos, disponibilizar álcool gel e agendamento de horários. Afinal, o agro não para e a representatividade do campo vem da união de todos.

“Os 173 sindicatos rurais, de diversas formas seguras, estão se esforçando, ao máximo, para atender os produtores, com o imposto de renda, folha de pagamento, convenção coletiva, entre outros assuntos que impactam o setor. Assim como a FAEP, os sindicatos rurais estão exercendo seu papel ao lado de quem produz”, destaca o coordenador do Departamento Sindical da FAEP, João Lázaro.

No Noroeste do Paraná, o Sindicato Rural de Maringá presta serviços à distância. “Todos os funcionários têm acesso remoto à rede e trabalhamos para atender o produtor. Sempre que necessário alguém vai ao sindicato, reiniciar servidor, receber alguma documentação e verificar correspondência. Estamos conseguindo entregar os serviços dentro de prazos”, revela Angélica Pelisson Franzin, da administração da instituição.

Segundo a colaboradora, o único serviço prestado pelo sindicato suspenso é o certificado digital. “Para esse trabalho é necessário fazer o atendimento pessoalmente, pela complexidade e nível de detalhamento. Mas todo o resto, como folhas de pagamento, taxas, foram todas geradas e encaminhadas. E os produtores são muito comprometidos, também fizeram sua parte e recolheram esses pagamentos para manter tudo em ordem”, detalha.

O Sindicato Rural de Querência do Norte, no município da Região Noroeste do Estado, manteve as portas fechadas por uma semana. Mas, agora a entidade reabriu, tomando uma série de medidas de prevenção. “Reabrimos as portas seguindo algumas orientações da Secretaria Municipal de Saúde, como número de pessoas para atender de cada vez, evitando aglomerações”, comenta Sidneis José dos Santos, gestor sindical.

Para o gestor sindical, essa é uma fase decisiva para a prestação de serviços, ainda mais com as mudanças nos prazos para os produtores rurais cumprirem obrigações tributárias. “A Receita Federal prorrogou o prazo do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) e ainda temos bastante trabalho de organização de notas, extratos, algumas rescisões, contratos e contratações. O produtor rural não para. O agro não pode parar e o sindicato rural de Querência está sempre à disposição para melhor atendê-los”, resume.

Na Região Metropolitana de Curitiba, o Sindicato Rural de São José dos Pinhais está de portas abertas, mas promovendo um rodízio de funcionários. “Justamente para auxiliar os produtores, mantemos todos os serviços referente a parte de documentação. Estamos trabalhando em regime de escala, com revezamento dos funcionários, com o agendamento dos atendimentos, afim de evitar mais de um associado no sindicato”, revela Marcos Roberto Ribeiro dos Santos, assistente administrativo da entidade.

De acordo com Santos, a tática adotada vem funcionando e tem sido recebida positivamente pelos produtores. “Foi necessário fazer uma organização diferente, com controle maior em relação a agenda, justamente para garantir a segurança dos associados e a nossa também”, cita.

No Sudoeste do Paraná, Débora Lais Tagliari, secretária do Sindicato Rural de Dois Vizinhos, conta que a entidade ficou fechada por sete dias, por determinação das autoridades. “Hoje já está normalizado. Reabrimos as portas, mas estamos tomando todos os cuidados necessários com nossos clientes, como atender uma pessoa por vez, manter a distância necessária e também disponibilizamos álcool em gel na entrada do sindicato”, enumera Débora.

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