CNA participa do “Veja Fórum de Infraestrutura”
Evento aconteceu em São Paulo, na sexta (27)
Brasília (27/03/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na sexta (27), do “Veja Fórum de Infraestrutura, em São Paulo. O evento foi realizado pelas revistas “Veja” e “Veja Negócios”.
O presidente da Comissão Nacional de Infraestrutura da CNA, Mário Borba, e a assessora técnica Elisangela Pereira Lopes estiveram no evento que reuniu especialistas, entidades e autoridades para discutir os desafios do setor nos próximos anos.
No painel que debateu as demandas dos agentes econômicos, Elisangela fez uma apresentação sobre “Os gargalos de infraestrutura na visão do agronegócio”.
Elisangela apresentou um panorama da produção agrícola no país, especialmente de soja e de milho, mostrou o crescimento das exportações pelos portos do Arco Norte, trouxe um comparativo dos custos de frete marítimo e terrestre entre Brasil, Argentina e Estados Unidos, e falou da ociosidade da rede ferroviária e da falta de armazéns no campo.
Para a assessora da CNA, os investimentos ao longo dos anos em infraestrutura e logística não acompanham o avanço da produção agropecuária, principalmente nas regiões acima paralelo 16º, que já concentram 69,9% da produção nacional.
Na avaliação de Elisangela, um gargalo importante está na malha ferroviária. A densidade de ferrovias no Brasil ainda é baixa e desigual entre os Estados, o que limita eficiência do transporte de cargas. Além disso, parte da malha ferroviária existente, em torno de 30,5 mil km, apresenta diferentes níveis de ociosidade ou estão sem operação.
A especialista também pontuou outro gargalo para o agro: a falta de armazenagem. Hoje, a capacidade estática de armazenamento não acompanha o crescimento da produção.
Ela ressaltou que para a safra 2025/2026, por exemplo, a estimativa é de um déficit de 135,1 milhões de toneladas, o que mostra necessidade de expansão desse tipo de infraestrutura no campo. Em algumas regiões, como Mato Grosso e Matopiba, o déficit de armazenagem passa de 70% da produção, frisou Elisangela.
Para a assessora técnica, é urgente a elaboração de políticas públicas estruturantes para resolver a questão. “O crescimento da produção e das exportações do agro brasileiro exige uma logística mais eficiente, com investimentos em transporte e armazenagem que acompanhem esse avanço”, afirmou.
Ao final da apresentação, ela falou sobre as demandas do setor em relação à logística e à infraestrutura.