CNA fala sobre transição da Reforma Tributária em seminário da Feplana

Evento foi realizado na terça (17), em Brasília

Por CNA 17 de março 2026
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Brasília (17/03/2026) – A transição da Reforma Tributária e os impactos para o agro foram tema de palestra da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) durante seminário da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), realizado na terça (17), em Brasília.

O evento reuniu especialistas do setor, representantes de entidades do agro, da indústria e dos produtores de cana-de-açúcar. Além da Reforma Tributária, foram discutidas as perspectivas do setor sucroenergético e desafios e oportunidades para o açúcar e o etanol.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar, Nelson Perez, e a assessora técnica da entidade Eduarda Lee acompanharam os debates.

Em sua palestra, Renato Conchon destacou os principais desafios da transição da reforma, que começou em janeiro, e que vão demandar atenção dos contadores e produtores rurais nos próximos meses.

Segundo Renato, a reforma simplifica a cobrança e reduz a burocracia de impostos no país. “As novas regras vão impactar os produtores, principalmente em relação à incidência dos tributos sobre insumos e comercialização e a forma de recolhimento”.

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Durante a apresentação, o coordenador mostrou como era a proposta da reforma e como ficou após debates no Legislativo; explicou o tratamento diferenciado para o produtor rural e citou o estudo da FGV, encomendado pela CNA, que traz detalhes sobre custos tributários diretos e indiretos e outras análises.

Entre os principais desafios da transição para o novo modelo tributário mencionados pelo representante da Confederação estão a emissão de nota fiscal eletrônica e a entrada em vigor do CNPJ Alfanumérico.

“Os produtores que utilizam sistemas próprios para emissão de notas devem adequar seus layouts, incluindo os novos campos exigidos pelo modelo atualizado. Já em relação ao CNPJ, é uma mudança de paradigma, e a expectativa é que comece a valer a partir do segundo semestre”, destacou.

Renato também abordou outros temas, como a operação Declara Agro da Receita Federal, uma iniciativa para promover a conformidade tributária da atividade rural. Ele informou que a ação foi iniciada em 2019 com atuação nacional.

Conchon alertou que a partir de janeiro de 2027 a CBS começa a valer e poderá haver a incidência do tributo nos contratos de arrendamento. “A Receita e as Secretarias de Fazenda dos Estados trocarão informações sobre fiscalizações de contribuintes e isso é um ponto de atenção para o setor”, explicou.

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