CNA fala de transição da reforma tributária no agro durante encontro em Goiás

Debate reuniu lideranças do setor e produtores do estado

Por CNA 23 de fevereiro 2026
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CONCHON FAEG

Foto: André Costa/ Divulgação Faeg

Brasília (23/02/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda (23), de encontro que debateu os desafios da implementação da reforma tributária no agro.

O encontro ocorreu na Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), em Goiânia (GO), o evento reuniu lideranças, produtores, contadores e especialistas do setor.

Para o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o debate é essencial para ampliar o entendimento sobre as mudanças no sistema tributário e seus impactos no campo.

Segundo ele, a reforma já está em vigor e demanda atenção do setor produtivo. “Nossa missão é levar essas informações até a ponta, para quem precisa”, afirmou.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apresentou o histórico de tramitação da reforma no Congresso Nacional e destacou que o novo modelo já é uma realidade e os produtores precisam estar atentos ao novo modelo de emissão de notas fiscais.

No entanto, ressaltou, ainda serão necessárias definições complementares. Entre os pontos pendentes, Conchon citou a regulamentação infralegal, inicialmente prevista para setembro de 2025 e ainda em ajustes pela Receita Federal, além das regras do imposto seletivo e da definição das alíquotas que embasarão resolução do Senado.

Ele explicou que o momento é de transição e testes, sem geração de débitos, mas com previsão de cobrança efetiva a partir de 2027.

Ele também ressaltou a atuação da CNA na fase de regulamentação, com envio de sugestões relacionadas ao diferimento de insumos agropecuários e ao conceito de produto agropecuário in natura.

Durante a apresentação, Conchon destacou avanços no texto da reforma, como a previsão de alíquotas reduzidas no agro para insumos e a criação de regime opcional diferenciado para produtores rurais com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões.

“A reforma tributária representa uma mudança de paradigmas, tanto para profissionais da contabilidade e do direito quanto para o produtor rural”, afirmou.

Por fim, Renato destacou que as ações de fiscalizações da RFB sobre contratos de arrendamentos e parcerias devem ser acompanhadas de perto, pois é um tema muito relevante e requer a atenção dos produtores nos próximos anos.

Após a exposição, o coordenador respondeu às perguntas dos participantes sobre as novas normas e os próximos passos da implementação.

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