CNA defende reconhecimento do agro no mercado de carbono
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Assunto foi tema de debate na Semana Regional do Clima, em Salvador

20 de agosto 2019
Por CNA

Nelson Ananias Filho, coordenador de Sustentabilidade da CNA, participa do evento durante toda a semana.

Brasília (20/08/2019) – No primeiro dia da Semana Regional do Clima em Salvador, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu que as ações do setor agropecuário brasileiro para mitigação dos gases de efeito estufa sejam reconhecidas no mercado de carbono.

Segundo o coordenador de Sustentabilidade da Confederação, Nelson Ananias Filho, a ideia é que essas ações (manutenção de reservas legais e áreas de preservação permanente e aplicação de tecnologias de baixa emissão de carbono) sejam valoradas e incentivem os produtores rurais do País a continuarem protegendo e preservando a vegetação nativa.

"O setor agropecuário tem um papel muito importante na redução das emissões brasileiras. Defendemos o mercado desde que sejam reconhecidas as ações já empreendidas, além do reconhecimento do Código Florestal como adicionalidade, da implementação do fundo de US$ 100 bilhões/ano e de mecanismos não mercado (não financeiros),” afirmou.

Filho participou de uma mesa redonda com o setor empresarial onde foram discutidas as ações necessárias para que o negociador brasileiro defenda, durante a Conferência de Mudanças Climáticas (COP25) em dezembro, o artigo 6º do Acordo de Paris.

"O artigo 6º é o único instrumento que engaja o setor produtivo privado nas ações de mitigação do clima. Dentro desse artigo se fala do mercado de carbono, mas ainda existem grandes lacunas a serem discutidas como a metodologia de contagem do carbono que ainda não está definida”, observou.

Nelson Filho defendeu que todas as ações promovidas pelo País entrem nas negociações e sejam levadas em consideração na conferência internacional do clima, “para que se mantenha a disponibilidade da atividade agropecuária brasileira no alcance das metas nacionais como um todo”.

Na terça (20), as discussões sobre o mercado de carbono e as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do Brasil continuam em Salvador.

Assessoria de Comunicação CNA

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