Sistema Faema/Senar impulsiona salto histórico no agro e coloca Maranhão entre os líderes nacionais em produtividade
Com apoio da ATeG, bovinocultura e piscicultura avançam com força, elevando renda no campo e consolidando o estado como referência no Brasil
Leocândida Rocha
Fonte: SENAR MA
O Maranhão vem se consolidando como referência no fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas do agronegócio brasileiro, com avanços consistentes na bovinocultura e na piscicultura. Por trás desse crescimento está a atuação estruturada da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, que tem promovido uma transformação profunda no campo ao integrar tecnologia, gestão eficiente e acompanhamento contínuo aos produtores rurais.
Os resultados mais recentes reforçam esse cenário positivo. De acordo com levantamento da revista Peixe BR, o Maranhão encerrou 2025 como o estado com maior produtividade de peixes de cultivo do Nordeste, ocupando ainda a quarta posição no ranking nacional — atrás apenas de Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. O desempenho evidencia a força da piscicultura maranhense, hoje uma das atividades mais promissoras do estado.
Regiões como a Baixada Maranhense despontam como polos produtivos. Municípios como Matinha, tradicional protagonista na produção de pescado há mais de uma década, e Bom Jardim, em franca expansão, reforçam o potencial regional e consolidam o Maranhão como território estratégico para o desenvolvimento da atividade.
Mais do que números, a piscicultura representa impacto direto na vida de milhares de famílias, garantindo geração de renda, emprego e desenvolvimento no meio rural. Para sustentar esse avanço, o Senar conta com uma estrutura robusta dentro da ATeG: são 61 técnicos especializados atendendo aproximadamente 1.540 propriedades de piscicultura. Esse acompanhamento tem elevado o padrão produtivo, aprimorado a gestão e transformado a atividade em um negócio cada vez mais sustentável e rentável.
Os resultados também são reconhecidos nacionalmente. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aponta o Maranhão como destaque no desempenho das cadeias produtivas acompanhadas pela ATeG entre 2019 e 2025. Nesse período, a piscicultura se consolidou como a terceira cadeia em número de produtores atendidos, registrando crescimento de 28% em comparação com outros estados — um indicativo claro do impacto da assistência técnica.
Na bovinocultura, os avanços são igualmente expressivos. As atividades de corte e leite representam juntas 37% das propriedades atendidas pela ATeG no estado. Entre 2019 e 2025, o crescimento foi de 56%, com desempenho 21% superior ao observado em outras regiões do país. Somente na bovinocultura de corte, são mais de 3.300 propriedades assistidas, evidenciando a relevância da atividade para a economia rural maranhense.
Atualmente, o Senar Maranhão atende cerca de 10 mil propriedades rurais, com o suporte de mais de 400 técnicos de campo — profissionais das ciências agrárias que atuam diretamente na transformação da realidade produtiva. Com essa estrutura, o estado se destaca por concentrar uma das maiores presenças de assistência técnica em campo dentro do programa ATeG em todo o país.
Esse avanço é fruto de um trabalho contínuo iniciado em 2014, com a implantação do projeto MAPITO, que abrange Maranhão, Piauí e Tocantins. Desde então, a metodologia da ATeG tem promovido a adoção de tecnologias, a melhoria dos processos produtivos e o fortalecimento da gestão rural, ampliando produtividade e competitividade.
Hoje, o Senar atua em diversas cadeias produtivas — incluindo bovinocultura, piscicultura, suinocultura, olericultura, fruticultura, apicultura e produção de cachaça — ampliando oportunidades e gerando resultados concretos para o agronegócio maranhense.
Com indicadores sólidos e impacto direto no desenvolvimento rural, a ATeG reafirma seu papel como uma das principais ferramentas de transformação do campo no Brasil, posicionando o Maranhão entre os protagonistas do agro nacional e fortalecendo o setor como um dos pilares da economia do estado.
O presidente do sistema Faema/Senar, Raimundo Coelho, comenta sobre o destaque da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar em piscicultura e bovinocultura no Maranhão, conforme avaliação da CNA. Ele destaca que o Maranhão se sobressaiu nacionalmente em piscicultura, atingindo o primeiro lugar no Nordeste e quinto no Brasil em cultivo de peixes, conforme o Anuário Peixe BR.
“Esse resultado só foi possível, graças à parceria entre o Senar, Sindicatos Rurais, Federação da Agricultura e o governo estadual, que estimula os produtores e impulsiona o crescimento da piscicultura no estado, diz o gestor”, ao tempo que ressalta: “Os destaques que temos aqui no Maranhão, nos impulsiona a continuar o que já iniciamos há algum tempo, que é dar continuidade ao trabalho de Formação e Assistência Técnica e Gerencial aos produtores rurais maranhenses.
Já o gerente da ATeG do Senar Maranhão, Epitácio Rocha aponta como principal fator de crescimento e consolidação dos números positivos para a cadeia de bovinocultura, a vocação natural do estado para este tipo de atividade. Quanto à piscicultura, ele destaca o bom desempenho da equipe técnica que atua junto aos produtores rurais.
“Os resultados alcançados na bovinocultura de corte no Maranhão também refletem a vocação natural do estado para essa cadeia produtiva. Hoje, o Maranhão figura entre os dez maiores rebanhos do Brasil, com mais de 10 milhões de cabeças, o que evidencia seu potencial e tradição na atividade. Já na piscicultura, os avanços expressivos estão diretamente ligados à abertura e à confiança dos produtores rurais em adotar as tecnologias e práticas de gestão propostas pela ATeG.
No entanto, é importante destacar que os resultados dessas cadeias, assim como das demais atendidas pelo Senar no estado, têm como base fundamental a metodologia da ATeG, que é inovadora, estruturada e focada em resultados concretos. Esse desempenho é fruto do empenho de uma equipe altamente dedicada, que reúne quase 500 profissionais das ciências agrárias, comprometidos diariamente com a transformação do agro maranhense ”, enfatizou o engenheiro agrônomo.