21/10/2016

Principal custo de produção da Aquicultura ainda é a ração

Brasília (21/10/2016) – O preço da ração ainda é o principal problema para a aquicultura, uma vez que a despesa com o insumo varia entre 70% e 80% do custo total de produção da cadeia. Esse é um dos temas que será apresentado durante o 2º Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro, evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), previsto para a próxima quarta-feira (26/10), em Brasília. Além da aquicultura, o evento apresentará os indicadores econômicos e os coeficientes técnicos de diversas atividades agropecuárias nas principais regiões produtoras. 

Para a economista e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pesca e Aquicultura, Andréa Munoz, as demais despesas do setor aquícola dependem do sistema de produção empregado, sendo os principais, viveiro escavado e tanque-rede; além de intensidade tecnológica, entre outros fatores. “Em geral, além da ração, outros itens de custo importantes são: alevinos, mão de obra, energia e combustível e gastos administrativos”, observa. 

A pesquisadora frisa que, para melhorar o controle do custo de ração, alguns aquicultores utilizam diferentes tipos de insumos a fim de atender as exigências nutricionais dos peixes. “À medida que vão crescendo, vai se ajustando a quantidade de ração a ser ofertada, otimizando o uso deste insumo”. 

De acordo com a economista, infelizmente, nem sempre dá para os aquicultores repassarem esse alto custo de produção para o consumidor, pois vai depender das condições do mercado de pescado. “Se a oferta é maior que a procura, provavelmente o produtor não conseguirá repassar todo o gasto. Caso a procura seja maior, o produtor tem mais poder de barganha para repassar custos”, finalizou.

A palestra da pesquisadora da Embrapa trará um panorama dos resultados obtidos nos levantamentos de custos de produção realizados em 2016, com base na experiência de três anos de desenvolvimento do Projeto Campo Futuro da Aquicultura, uma parceria da CNA com a Embrapa Pesca e Aquicultura. Desde 2014, foram pesquisados 27 polos produtivos das seis espécies de pescado: tilápia, tambaqui, pintado, pirarucu, camarão e ostra dentre os principais polos das espécies comerciais importantes do país.

Inscrição - Os interessados em participar podem se inscrever neste link: http://www.cnabrasil.org.br/2o-seminario-nacional-do-projeto-campo-futuro 

Programaçãohttp://www.cnabrasil.org.br/sites/all/themes/cna_brasil/media/downloads/programacao_campo_futuro.pdf

2º Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro
Dia 26 de outubro de 2016
Das 8h30 às 17h
Auditório da CNA (1º subsolo) – SGAN, Quadra 601, módulo K, Asa Norte

 


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