06/06/2018

Diferenciais dos produtos artesanais e tradicionais são apresentados em evento da CNA

Brasília (06/06/2018) – Diante da necessidade de debater os desafios e incentivar a produção de alimentos artesanais e tradicionais, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu na quarta (6) o Seminário “Agro em Questão - Alimentos Artesanais e Tradicionais: mais valor para quem vende e para quem compra”.

Mais de 200 pessoas acompanharam o evento realizado pelo Sistema CNA/SENAR/ICNA e com o apoio da Confederação Nacional dos Municípios. 

O evento reuniu produtores rurais, empresários, pesquisadores e especialistas para debater iniciativas que viabilizem a produção e comercialização de alimentos e bebidas artesanais e tradicionais brasileiros. 

A programação abordou a necessidade de regulamentação desses produtos para possibilitar segurança aos produtores. Também tratou das tendências da alimentação, conveniência e confiabilidade apresentadas pelos produtos artesanais e tradicionais. 

Os palestrantes trataram ainda da valorização dos produtos ligados às identidades locais com valor histórico-cultural conectando produtores e consumidores. 

No primeiro painel, o evento mostrou como as organizações contribuem para o sucesso do mercado de alimentos artesanais e tradicionais. O presidente do Sindicato Rural da Serra Gaúcha, Elson Schneider, apresentou a história dos vinhos da região, proveniente do Vale dos Vinhedos. 

O superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado Mineiro, Juliano Tarabal, destacou a importância da valorização desses produtos. “Trabalhamos para que o café com denominação de origem do Cerrado Mineiro ocupe as gôndolas dos principais supermercados”, destacou Tarabal. 

A CNA apresentou casos de sucesso de produtores de diversas partes do Brasil que superaram os desafios e se tornaram referência em suas atividades produtivas. 

Daniela Messias, do Distrito Federal, compartilhou sua experiência na produção de plantas alimentícias não convencionais. “A proposta é resgatar e incorporar a utilização de plantas, como ora-pro-nóbis, em receitas artesanais e convencionais”, afirmou Daniela. 

Tulio Madureira, produtor do queijo Serro, em Minas Gerais, afirmou que, além do sabor, o queijo artesanal agrega fatores históricos em seu processo de produção centenária. “É necessário considerar ainda o manejo e o trabalho diferenciados dispensados no processo de fabricação”, afirmou o produtor de queijo, premiado no Salão Internacional de Paris. 

A necessidade de aproximar os produtores dos consumidores finais foi um dos pontos abordados no painel “Acesso a mercados: O que os consumidores exigem? O que esperamos dos nossos fornecedores?” 

Participaram do painel, o chef de cozinha, Diego Jacob, educador pelo Senac e especialista em produção artesanal  de embutidos; a proprietária da marca Tarsitano - Sabor de Origem, Rosanna Tarsitano e o proprietário do  Armazém Mineiro Roça Capital, Guilherme Vieira. 

O Diretor de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, Matheus Ferreira, apresentou os resultados do programa Do Rural à Mesa no painel Explorando soluções alternativas para os principais desafios do setor. A parceria entre o Senar e o Senac possibilita que 43 produtores de frutas e hortaliças do município de Alexânia, em Goiás, forneçam seus produtos diretamente aos restaurante do Senac no Distrito Federal. 

Durante o evento os participantes tiveram a oportunidade de adquirir mel, vinho, geleia, azeite, queijo, café, licor, pães, doces e embutidos artesanais em uma feira organizada dentro da CNA. 

Também participaram do evento, o pesquisador da Embrapa Agroindústria de Alimentos/RJ, Rodrigo Paranhos, o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Carlos Lima e consultor em Gestão Sensorial de Bebidas & Alimentos, Ensei Neto. 

Produtores - Maria do Rosário Almeida produz sabão, geleia, doces, biscoitos e pães artesanais no Riacho Fundo 2, no Distrito Federal. Além de vender os produtos na comunidade e no Ceasa, ela compartilha os conhecimentos com outras mulheres para inseri-las no mercado de trabalho.

“Foi uma excelente oportunidade para discutir os entraves existentes e propor soluções. Além disso, tivemos a oportunidade de divulgar nossos produtos. Gostei muito dos debates. Vimos exemplos de produtores que já passaram pelo que a gente está passando e venceram”, destacou Maria do Rosário. 

Após descobrir que sua filha tinha alergia à proteína do leite, Eduardo Henrique de Oliveira resolveu fazer testes para produzir leite que ela pudesse consumir.  Na fazenda de Eduardo, o leite A2 produzido na fazenda de Eduardo é retirado de vacas Sindi, da raça zebuína. "O leite não passa por processos de limpeza, adição de enzimas nem é uma versão artificial da bebida. É leite de vaca, próprio para consumo de alérgicos.", declarou. 

Para o produtor, o evento foi muito importante para valorizar os produtores artesanais e tradicionais, independente de seu porte.

Depois de um tempo afastada da apicultura, a farmacêutica Flávia Porto Carreiro, voltou a produzir mel in natura, derivados de abelha e produtos naturais. Produtos para tratamento de acne.

“O Agro em Questão foi uma oportunidade de entender de maneira mais detalhada algumas questões relacionadas à regulamentação e conhecer experiências de outros produtores”, concluiu. 


 

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