CNA e Federações discutem abastecimento de defensivos e fertilizantes
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Tema foi tratado na quarta (3) na reunião da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas

3 de novembro 2021
Por CNA

Brasília (03/11/2021) – A Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quarta (3), para discutir o abastecimento e o fornecimento de defensivos agrícolas e fertilizantes nas principais regiões produtoras de grãos do país.

Os membros do colegiado relataram alguns problemas que já vêm ocorrendo, como o preço elevado de fertilizantes e defensivos, principalmente de herbicidas, o atraso na entrega de produtos e a quebra de pedidos e contratos de compra previamente estabelecidos pelos fornecedores.

“Nós precisamos entender a natureza do problema para que possamos buscar soluções de curto, médio e longo prazo para esse cenário que tem se instalado nas principais regiões produtoras do país e tentar amenizar o máximo possível os impactos e riscos aos produtores”, afirmou o presidente da Comissão, Ricardo Arioli.  

Segundo representantes das federações de agricultura dos estados e de associações do setor de grãos, os problemas de abastecimento, apesar de preocupantes e graves, ainda são pontuais para a safra de verão, mas os produtores estão apreensivos com o possível cenário para as compras da segunda safra do ciclo 2021/2022 e para a safra 2022/2023.

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O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, explicou que no curto prazo é fundamental o setor ter ampla comunicação e clareza das informações para que possa ter planejamento e respaldo jurídico nas operações de compra e venda.  

“O momento demonstra alguns pontos que precisamos trabalhar de forma estruturante para que cenários como esse não voltem a se instalar na mesma intensidade. Propostas legislativas, por exemplo, de estímulo à indústria nacional de fertilizantes devem ser priorizadas”, disse.

O diretor técnico adjunto da CNA, Reginaldo Minaré, explicou que o problema tem origem internacional e a Confederação tem trabalhado para entender a situação nos países originadores das principais matérias-primas, de forma a subsidiar as discussões no Brasil. 

“O escritório da CNA em Xangai está monitorando a situação de produção de matéria-prima dos principais herbicidas, por exemplo,  para o entendimento da situação no futuro e verificar de que forma o país pode viabilizar vias alternativas para melhorar o suprimento desses insumos agrícolas”.

Assessoria de Comunicação CNA

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