CNA e entidades discutem desafios para produção de arroz
Encontro aconteceu na quinta (12), sede da Confederação, em Brasília
Brasília (13/02/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (12), em Brasília, com representantes da cadeia do arroz para discutir o cenário atual da atividade e definir prioridades para o setor produtivo.
O encontro abordou temas como custos de produção, preços, importação, consumo doméstico e instrumentos de política agrícola.
Participaram da reunião a coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lenat, o assessor técnico Tiago Pereira, o presidente da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Henrique Dornelles, e representantes de entidades da orizicultura.
O presidente da câmara Setorial, Henrique Dornelles, relatou que o mercado do arroz enfrenta baixa remuneração ao produtor, com a saca de 50 kg comercializada a R$ 53, valor abaixo do preço mínimo definido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de R$ 63.
Os preços recebidos também estão abaixo do custo de produção, estimado em mais de R$ 90 por saca. O produto nacional enfrenta, ainda, a concorrência com o produto importado no mercado interno, o que pressiona ainda mais os preços para baixo.
Fernando Rechsteiner, diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio grande do Sul (Farsul), destacou a redução da área cultivada no Rio Grande do Sul, principal estado produtor, em meio às condições de mercado e de produção.
Roberto Fagundes, vice-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), afirmou que a classificação do grão é um ponto central da cadeia produtiva.
Segundo ele, o modelo atual impacta o produtor por meio de descontos e não garante que as informações sobre qualidade sejam repassadas de forma clara ao consumidor nas embalagens.
O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, informou que a Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas acompanha os temas apresentados e avaliará a inclusão das demandas como prioridades na agenda de trabalho.
A coordenadora de Produção Agrícola da CNA, Ana Lenat, destacou que a entidade atuará junto ao Poder Executivo nas discussões relacionadas à qualidade do produto e à promoção do arroz brasileiro.
As entidades definiram o aprofundamento de estudos técnicos sobre custos de produção, instrumentos de política agrícola, critérios de classificação e competitividade internacional, com o objetivo de estruturar propostas voltadas ao fortalecimento da orizicultura.