CNA diz que Plano Agrícola e Pecuário 2021/2022 atende expectativas dos produtores
ZE MARIO PAP 2021 2022

Governo ampliou recursos para pequenos e médios produtores, investimentos e Programa ABC na próxima safra, que começa em 1º de julho

22 de junho 2021
Por CNA

Brasília (22/06/2021) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil avaliou que o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2021/2022 teve um bom resultado de forma geral e as medidas foram anunciadas dentro das expectativas do setor. Entre os pontos positivos, a entidade destaca o aumento dos recursos para pequenos e médios produtores, para a produção sustentável pelo Programa ABC e aumento dos investimentos.

O PAP foi anunciado, na terça (22), em solenidade no Palácio do Planalto, com, a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do presidente executivo da Abramilho, Alysson Paolinelli, do presidente do Banco do Brasil, Fausto Ribeiro, além de outros ministros de estado, parlamentares e lideranças do setor produtivo.

Para o vice-presidente da CNA, deputado federal José Mário Schreiner (DEM/GO), o PAP agradou o setor e está de acordo com o momento de dificuldade fiscal enfrentada pelo País. “De uma forma geral, nós entendemos que é um Plano Safra do tamanho que o Estado brasileiro suporta. Não podemos exigir aquilo que o Governo, do ponto de vista fiscal, não pode oferecer. Mais uma vez o Governo mostrou que apoia o agro brasileiro”, declarou.

Serão disponibilizados R$ 251,2 bilhões, aumento de 6,3% em relação ao ano passado. Deste volume, R$ 177,7 bilhões serão para custeio e comercialização. O montante para investimentos será de R$ 73,4 bilhões (+29%). Este foi um dos principais destaques apontados pela CNA neste plano.

Dentro dos investimentos, o Programa de Construção e Modernização de Armazéns (PCA) terá um montante de R$ 4,12 bilhões (84% a mais), o que amplia a capacidade de armazenagem em cinco milhões de toneladas.

Destaque também para o aumento dos recursos para o Pronaf (R$ 39,34 bilhões, alta de 19%), com aumento do limite da renda bruta e enquadramento de R$ 415 mil para R$ 500 mil, incremento de 20,5%.

Haverá ainda um volume de R$ 34 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), elevação de 3% em relação à safra passada, e o aumento do limite de renda bruta para classificação, de R$ 2 milhões para R$ 2,4 milhões, 20% a mais. A CNA pediu a elevação do limite da renda bruta anual em 32% tanto para o Pronaf quanto para o Pronamp.

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