CNA discute ações para setor agroflorestal em 2026
Comissão Nacional de Silvicultura debateu, na quinta (26), temas como espécies exóticas invasoras e impactos do acordo Mercosul-UE e tarifaço americano para a cadeia produtiva
Brasília (27/02/2026) - A CNA reuniu as federações de agricultura e pecuária estaduais, na quinta (26), para discutir a pauta de ações da Comissão Nacional de Silvicultura em 2026.
Os principais temas abordados foram as atualizações da lista de espécies exóticas invasoras da Conabio, além dos impactos do Acordo Mercosul-União Europeia e do tarifaço dos Estados Unidos para produtores florestais.
O presidente da comissão, Antônio Ginack, enfatizou que uma das prioridades será desenvolver estratégias para que o produtor rural da cadeia possa evoluir na atividade e ser melhor remunerado.
Segundo a assessora técnica, Eduarda Lee, a comissão pretende trabalhar para ampliar a competitividade dos produtos florestais brasileiros, desmistificar e valorizar a imagem do setor, fomentar temas como a integração lavoura-pecuária-floresta e energias renováveis, atuar em medidas estruturantes para a cadeia da borracha natural, dentre outros pontos.
Além disso, será dado maior foco a pauta da celulose, como oportunidade para a cadeia produtiva, levando em consideração a abertura de novas plantas em estados como Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.
Sobre a lista de espécies exóticas invasoras da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), Jaine Cubas, assessora de Sustentabilidade da CNA, explicou que a confederação está fazendo a análise das espécies listadas, entre fauna e flora, com apoio de outros especialistas, e buscando a revisão e reavaliação de algumas espécies.
“Para a CNA, a atualização da lista deve considerar critérios técnicos, evidências científicas, análises de risco proporcionais e impactos econômicos e sociais. Atualmente a Conabio considera 512 espécies como exóticas invasoras”, afirmou.
Em relação ao tema, a comissão recebeu o coordenador de Políticas Florestais e Sustentabilidade da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Diego Camelo. Ele ressaltou que “o processo deve ser conduzido de forma adequada para evitar insegurança jurídica, margem a diversas interpretações e impactos econômicos" para o setor agroflorestal.
Camelo apresentou os principais avanços da articulação institucional conduzida pelo setor produtivo que resultou no adiamento da deliberação e na construção de um encaminhamento preliminar para exclusão temporária das espécies florestais questionadas do Anexo II, condicionando sua análise a um processo técnico aprofundado.
Comércio exterior - A assessora de Relações Internacionais, Isadora Souza, trouxe um relato sobre o andamento do acordo Mercosul x União Europeia, que prevê a eliminação gradual das tarifas de importação sobre produtos brasileiros, incluindo florestais, no mercado europeu, além das tarifas dos Estados Unidos e os impactos para o setor, especialmente nos segmentos de celulose e madeira.