29/06/2021

Campo Futuro analisa custos de produção da laranja, avicultura de corte e grãos

Brasília (29/06/2021) – O Campo Futuro levantou, na segunda (28) e na terça (29), os custos de produção da laranja, em Bebedouro (SP), de avicultura de corte, em Cambará (PR), e de grãos em Paragominas (PA) e Luís Eduardo Magalhães (BA).

Os levantamentos foram feitos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA) e Labor Rural, da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Laranja – A região de Bebedouro (SP) é tradicional na produção citrícola, em especial de laranja para uso industrial. O projeto analisou uma propriedade modal de 500 hectares, com produtividade média de mil caixas/ha, cada uma com 40,8kg, totalizando 40,8 ton/ha.

De acordo com os dados levantados, a propriedade apresenta margem bruta e líquida positiva para a safra 2020/2021. Considerando o histórico da região, o preço pago pela tonelada de laranja tem apresentado incremento ao longo dos anos, mas o aumento nos custos de produção pressiona a margem.

“Segundo comentado no painel, há ocorrência de contratempos como a estiagem, que são fatores limitantes à produção. A maior parte da produção é feita no sequeiro e a ausência de irrigação aumenta a sensibilidade do empreendimento”, afirmou Letícia Fonseca, assessora técnica da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA.

Avicultura de Corte – O painel em Cambará (PR) analisou uma propriedade que cria o frango tipo griller, em um modelo que utiliza um núcleo com dois galpões de pressão negativa, onde são alojadas 17 aves por metro quadrado.

De acordo com os produtores, em média, a mortalidade desses lotes varia em torno de 3,4% para cada lote e cada um tem duração média de 29 dias, representando 7,42 lotes/ano de entrega para a empresa integradora.

O painel apontou uma conversão de 1,54 de ração consumida para cada quilo de carne produzido, com eficiência alimentar de 65%.

Para os produtores, os maiores desafios em relação ao custo de produção é o gasto com mão-de-obra, que evidenciou 23% do Custo Operacional Efetivo (COE), e a energia elétrica, com 18% desse custo.

“Eles relataram ainda bastante dificuldade em continuar produzindo tendo em vista um grande estoque de capital empatado com a atividade e a dificuldade em remunerar todo esse estoque”, pontou Thiago Rodrigues, assessor técnico do Projeto Campo Futuro que acompanhou o painel.

Grãos – O projeto levantou os custos de produção da soja RR e Intacta, sorgo e milho. No município de Paragominas (PA), o COE da soja intacta teve um aumento expressivo com quase 20% na região, puxado pelo aumento dos preços dos insumos.

O painel apontou que a produtividade da soja foi um pouco menor que na safra passada. O plantio foi mais tarde, o que levou a perda da janela ideal. No final do ciclo também houve pouca chuva e pressão de ferrugem. A expectativa era produzir 60 sacas por hectare e o final ficou em 48 sacas.

“O resultado foi suficiente para pagar o Custo Operacional Total (COT) que já considera a depreciação, mas no levantamento o custo total da atividade não foi pago, considerando o custo terra e do capital investido”, afirmou Fábio Carneiro, assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA.

Segundo os produtores ouvidos, o sorgo é a principal cultura de segunda safra, mas o gergelim e o feijão mungo têm crescido na região como opção. “A janela de plantio para o milho é muito apertada na região e o produtor tem tentado diversificar a segunda safra.”

Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o custo total da soja intacta, já considerando o custo de depreciação e da terra, subiu significativamente, quase 16%.

“Porém, as boas produtividades no campo garantiram que o produtor conseguisse pagar os custos envolvidos na atividade”, destacou Carneiro.

Para o milho 1ª safra, a praga da cigarrinha é uma grande preocupação na região, devido aos danos causados pela doença transmitida por ela.

Outro ponto destacado pelo painel mostrou que o aumento dos preços das máquinas tem sido muito expressivo para os produtores e tem pesado na decisão de investimento para a próxima safra.

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