27/03/2018

Câmara de Fibras Naturais debate inclusão de sementes no Programa de Aquisição de Alimentos

Brasília (27/03/2018) – Representantes da Câmara Setorial de Fibras Naturais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se reuniram nesta terça (27), para debater as principais demandas do setor, como a inclusão de sementes de fibras naturais no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal.

“Nós entendemos a importância desse programa contemplar também as sementes de fibras para que os agricultores de todas as regiões do país possam vender sua produção para o governo”, afirmou o presidente da Câmara Setorial e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Muni Lourenço.

O Programa de Aquisição de Alimentos foi criado em 2003 com o objetivo de adquirir diretamente dos agricultores familiares produtos para formação de estoques estratégicos e distribuição à população. Em 2015, o governo autorizou a inclusão das sementes como nova modalidade do programa.

“A Câmara Setorial está discutindo estratégias para mobilizar todo o setor, inclusive parlamentares para alterar a legislação e permitir que associações e cooperativas de fibras naturais também vendam suas sementes”, explicou Muni.

De acordo com a assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Marina Zimmermann, os representantes debateram a importância da juta e da malva para os produtores rurais familiares ribeirinhos do estado do Amazonas e de pesquisas para o melhoramento genético das sementes com vistas ao aumento da produção. 

Outro assunto da reunião foi a participação do produtor brasileiro no Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa apoia projetos de desenvolvimento de impacto econômico, social e ambiental para valorizar a cadeia produtiva.

“Tanto esse fundo da ONU, como outros fundos, dispõem de muitos recursos lá fora que podem e devem ser aplicados na produção. A tomada de propostas e projetos requer um formulário onde as entidades, as empresas, os sindicatos patronais podem fazer a demanda preenchendo os dados necessários nessa planilha padronizada”, disse o presidente do Sindifibras, Wilson Andrade.

A Câmara Setorial também debateu a perspectiva de criação de uma entidade nacional associativa para reunir todos os elos da cadeia produtiva de fibras: produção primária, indústria, comercialização, transporte, entre outros. “A associação se chamará Abrafibras e será responsável por toda essa interlocução dos diversos segmentos para superarmos as demandas do setor”, destacou o presidente da Câmara Setorial.

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