19/11/2019

BNDES visita fazenda experimental do Projeto Biomas no Cerrado

Brasília (19/11/2019) – Uma comitiva do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitou na última semana a área experimental do Projeto Biomas no Cerrado para conhecer os resultados das pesquisas sobre o uso de árvores na propriedade rural.

A visita técnica foi na Fazenda Entre Rios, localizada no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF). A propriedade tem mais de 20 pesquisas desenvolvidas em 70 hectares. 

Os experimentos apontam indicativos de que a semeadura direta manual ou mecanizada apresentou custo muito menor com praticamente os mesmos resultados que o plantio de mudas para a recuperação com biodiversidade.

“Os destaques foram o baru, a aroeira, o gonçalo-alves, a cagaita, a aroeira pimenta-rosa, os angicos e a gueroba, entre outras”, apontou Felipe Ribeiro, da Embrapa.

O coordenador geral do Projeto Biomas, Alexandre Ulhmann, apresentou os principais resultados das experiências e destacou que desde o inicio foram plantadas mais de 250 mil sementes de árvores e arbustos, das quais 50 mil foram oriundas da semeadura direta.

Ele pontuou também que foram realizados cursos presenciais sobre o plantio de espécies nativas para os seis diferentes biomas e, especificamente, para o Cerrado e a Mata Atlântica, e que quase 10 mil participantes beneficiados em cursos de educação a distância (EaD) na parceria com o Senar.

“O objetivo da visita foi mostrar aos apoiadores do projeto que é possível recuperar passivos ambientais por meio de modelos de plantio com espécies nativas e exóticas do bioma”, disse a coordenadora executiva do Projeto Biomas na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Cláudia Mendes.

O técnico do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Adriano Carnaúba, afirmou que acompanha o projeto desde 2015. “Durante todos esses anos, observei o quanto o projeto amadureceu, oferecendo soluções técnicas que integram sustentabilidade e produtividade no campo”.

Para o engenheiro do Departamento de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES, Márcio Macedo, os resultados são promissores e vão facilitar a implementação do Código Florestal no Brasil. “Os modelos propostos de recuperação da vegetação podem reduzir custos e em muitos casos proporcionar retorno econômico para o produtor”, destacou.

O Projeto Biomas está debatendo junto aos órgãos estaduais de meio ambiente a elaboração de um modelo do Programa de Regularização Ambiental (PRA) simplificado para que o produtor rural tenha condições de fazer as adequações ambientais apresentando alternativas que possibilitem o retorno econômico.

“O encontro também foi uma oportunidade de apresentar essa proposta de simplificação do PRA, que foi baseada nos resultados do Projeto Biomas. O projeto piloto do Sistema CNA/Senar e Embrapa está sendo desenvolvido com o apoio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)”, explicou Claudia.

O coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, afirmou que esse é o momento em que os resultados saem da fase de pesquisa para a fase de implementação. “Há muito conhecimento sobre como minimizar o passivo ambiental na propriedade e é necessário que ele seja levado a campo para auxiliar o produtor a cumprir as regras estabelecidas pelo Código Florestal”.

O Coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira, citou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural como instrumento para disseminar o conteúdo do Projeto Biomas no campo. “A assistência técnica do Senar vai ajudar o produtor a recuperar o passivo ambiental, obtendo retorno econômico”.

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