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PIB do Agronegócio mantém queda no segundo trimestre, acumulando recuo de 3,5% em 2024

Por CNA 16 de outubro 2024
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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), recuou 1,28% no segundo trimestre de 2024, acumulando queda de 3,50% no ano (Tabelas 1 e 2).

Entre os segmentos do setor, quando se compara os dois primeiros trimestres de 2024, o PIB registrou queda para os insumos (-2,68%), para o segmento primário (-1,77%), para as agroindústrias (-0,62%) e para os agrosserviços (-1,15%). Os desempenhos dos segmentos foram impactados pela redução do valor bruto da produção, pressionado, por sua vez, sobretudo pelas quedas nos preços e, em alguns casos, pela menor produção esperada para o ano, como ocorreu com os insumos agrícolas e com o primário agrícola.

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Por fim, os resultados dos agrosserviços (-2,74%) no primeiro semestre de 2024 decorreu da redução para os agrosserviços de base agrícola (-5,39%), visto o crescimento para os de base pecuária (3,78%). No ramo agrícola, a queda acumulada no semestre reflete os comportamentos dos demais segmentos, especialmente dos insumos e do primário. No ramo pecuário, o crescimento no acumulado no semestre (3,78%) decorreu da maior produção esperada para o ano dos segmentos a montante, dentro e fora da porteira.

Considerando-se os desempenhos do agronegócio, seus ramos e seus segmentos nos dois primeiros trimestres, a Tabela 3 apresenta as estimativas para os valores monetários anuais do PIB em 2024. Com base nesse desempenho parcial, o PIB do agronegócio brasileiro pode alcançar R$ 2,50 trilhões em 2024, sendo 1,74 trilhão no ramo agrícola e 759,82 bilhões no ramo pecuário (a preços do segundo trimestre de 2024). Considerando-se essa projeção e o comportamento do PIB brasileiro no período, estima-se que a participação do setor na economia fique próxima de 21,8% em 2024, abaixo dos 24,0% registrados em 2023.

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SEGMENTO DE INSUMOS: PIB do segmento influencia queda no segundo trimestre

No segundo trimestre de 2024, o PIB do segmento de insumos do agronegócio caiu 2,68% (Tabela 2). No acumulado do ano, a queda foi de 8,13% (Tabela 1). O resultado reflete o desempenho das atividades de fertilizantes e corretivos de solo, defensivos, máquinas agrícolas e rações, cujas dinâmicas estão dispostas na Figura 1.

A projeção para a indústria de fertilizantes e corretivos do solo aponta uma redução de 16,87% no valor bruto da produção anual, resultado de uma queda de 16,99% nos preços reais dos produtos, ao comparar os valores médios do primeiro semestre de 2024 com os de 2023. Em contraste, a produção anual deve registrar leve aumento de 0,14%, sugerindo estabilidade. Em 2022, os preços dos fertilizantes atingiram patamares recordes, devido à suspensão das exportações de importantes insumos para a produção de fertilizantes – como potássio, nitrogênio e fósforo –, face às sanções às quais foi submetida a Rússia, um dos principais fornecedores mundiais desses produtos. No entanto, a retomada das exportações russas contribuiu, ao menos em parte, para a refreada dos preços, haja vista a ampliação da oferta global.

É importante destacar que, embora ainda não refletido nos resultados apresentados neste relatório, que utiliza dados até o primeiro semestre do ano, o aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio já está impulsionando as cotações dos fertilizantes, pois eleva o risco de interrupção na oferta de produtos essenciais, como ureia e cloreto de potássio. Esse movimento deverá se refletir nos próximos relatórios do PIB do Agronegócio. No cenário interno, outros fatores também pressionam os preços, como o ritmo mais lento de compras pelos agricultores. Por exemplo, levantamento da equipe de Custos Agrícolas/Cepea mostra que, até o encerramento do primeiro semestre, pouco mais de 70% dos fertilizantes utilizados nas principais regiões produtoras do Brasil haviam sido adquiridos, contra cerca de 80% em 2021 e 2022. Ademais, as desvalorizações dos grãos e do Real em relação ao dólar contribuem para esse desempenho.

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