Alagoas

14/04/2021

Técnico do Senar orienta avicultores sobre construção de cama de frango

Por: Ascom Senar Alagoas

A cama de frango é uma estratégia que produtores rurais utilizam para diminuir o atrito entre os pés das aves e o piso do galinheiro e evitar, assim, as lesões no coxim plantar dos animais popularmente conhecidas como calos. Mas para se construir uma boa cama, é preciso estar atento a alguns fatores. O primeiro deles é a escolha do material que será utilizado como cama.

“É importante que o produtor dê prioridade aos materiais de boa qualidade e que esses materiais sejam distribuídos de maneira uniforme em todo o galinheiro, com altura média de 5 a 15 centímetros. Essa altura varia de acordo com dois principais fatores: a estação do ano, mais fria ou mais quente, e a densidade populacional adotada pelo produtor”, explica o técnico de campo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Ícaro Victor.

Ícaro é zootecnista e presta assistência técnica e gerencial a avicultores alagoanos por meio do Programa Agronordeste, parceria do Senar com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – Anater – e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. Segundo ele, o material utilizado para a cama do frango deve ter boa capacidade de absorver e liberar umidade.

“O importante é que tenha em torno de 20% a 25% de umidade, além de boa disponibilidade na região e baixo custo, para não onerar a produção. Os principais materiais utilizados hoje como cama de frango são o pó-de-serra, maravalha, cascas de amendoim, café ou arroz, além de palhagens em geral e feno de gramíneas”, exemplifica o técnico do Senar Alagoas.

Manejo sanitário
Outro ponto que merece a atenção dos avicultores é o manejo sanitário. “Quanto maior a umidade, maior será a quantidade de bactérias que podem prejudicar o desempenho produtivo dos animais. Dentre as principais bactérias, nós temos as láticas, que degradam a ureia presente nas fezes dos animais e transformam em amônia, tornando o ambiente muito tóxico e propício a doenças. Com isso, diminuem a produtividade do lote e causam prejuízos ao produtor”, alerta Ícaro.

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