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Senar promove seminário sobre uso de bioinsumos na fruticultura
Banana bioinsumos

Evento online debateu tendências de mercado e exportação

1 de dezembro 2022
Por Senar

Brasília (01/12/2022) – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) promoveu, na quinta (1), o seminário “Uso de Bioinsumos na Fruticultura”, com a participação de produtores rurais e especialistas que abordaram os usos, as tendências de mercado e a presença dos bioinsumos nas exportações de frutas brasileiras.

No primeiro painel, Joseilton Faria, da Biomulti Agricultura Sustentável, empresa especializada na produção de microrganismos "on farm", falou sobre as tendências do mercado de bioinsumos no Brasil e no mundo.

“A estimativa para os próximos cinco anos é que o consumo cresça entre 75% e 100%, passando de cinco bilhões em 2020 para 11 bilhões de toneladas. Atualmente, o maior uso está nas culturas da soja, cana e milho, mas na fruticultura temos aplicação na banana, atemóia, abacate, uva, manga e citros”, disse.

Bioinsumos painel1

Faria explicou que na bananicultura, por exemplo, os nematóides causam diversos prejuízos como lesões radiculares, perda de absorção de água e nutrientes, atraso na emissão do botão floral, má formação dos cachos, menor número de cachos e menor rendimento por área.

“O gasto com o controle de nematóides no mundo chega a US$ 200 bilhões e no Brasil a US$ 65 bilhões. Por isso é muito importante fazer o controle dessa praga”, afirmou. “Os custos do manejo dos nematóides com químicos chega a R$ 100/hectare, já com biológicos on farm (bacillus spp.) o valor cai para R$ 56/hectare, uma redução de R$ 44 por hectare.”

Maria Iderlane, do EducarAgro, grupo voltado à divulgação do uso de bioinsumos entre os produtores rurais, afirmou que esses produtos devem ser cada vez mais estimulados e no caso da fruticultura, o uso tem se expandido, “apesar de ser pouco difundido.”

Segundo ela, a falta de um controle de pragas e doenças eficaz restringe a exportação de frutas tropicais in natura, mas há um potencial a ser explorado nesse mercado, além da ampliação do consumo nacional de frutas, que atualmente é de apenas 67,6 g per capita/dia, enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda 200-250g per capita/dia.

“Precisamos de volume de produção, qualidade e escoamento comercial. Para isso, é necessário alinhar o desenvolvimento de novas tecnologias e investir em pesquisa para que o produto chegue com qualidade para nosso cliente. Tudo tem que ser bem amarrado para que essa cadeia gere um produto de qualidade”.

Bioinsumos painel2

O produtor rural e CEO da empresa Biotrop, Antônio Carlos Zem, também desatacou os desafios para a produção e a mudança de comportamento dos consumidores no Brasil e no mundo. "A fruticultura precisa dos biológicos. São eficientes, eficazes e trazem rentabilidade".

Zem acredita que as certificações são passaportes para a exportação em mercados exigentes, além das boas práticas trazerem segurança ao alimento, proteção ao meio ambiente, bem-estar dos trabalhadores e rastreabilidade do produto.

“O Brasil pode ser líder também em fruticultura com biológicos, conquistar mercados e ganhar competitividade aumentando a vida de prateleira das frutas para que cheguem com qualidade ao destino final. Temos tudo para fazer nossa fruticultura ser reconhecida mundialmente”.

Na avaliação do pesquisador da Embrapa Semiárido Carlos Gava, alguns fatores impulsionaram o uso dos bioinsumos no Brasil como a pressão regulatória pela gestão de resíduos que favorece a aprovação de produtos mais seguros e a alteração da legislação da União Europeia.

Ele citou também alguns trabalhos da Embrapa que já foram repassados para uso dos produtores rurais: Manejo Integrado de Doenças para podridões de frutas; controle de pragas no solo e de patógenos do solo. Gava frisa que o Brasil tem biodiversidade de plantas e animais o que favorece selecionar macro e microrganismos para o mercado de bioinsumos.

"Temos um potencial muito grande para desenvolver novos produtos de controle biológico porque nossa biodiversidade é imensa. O mercado demanda por isso, cada vez mais as pessoas estão preocupadas com a segurança do alimento, da inocuidade e qualidade. Para isso, é necessário educar o usuário da tecnologia para que adapte todo o sistema de produção”.

O assessor técnico do Senar, Caio Vasconcelos, conduziu o debate e observou que o Sistema CNA/Senar desenvolve diversas ações para levar ao produtor mais opções e alternativas que “visam o desenvolvimento da atividade produtiva cada vez mais eficiente, preocupada com o meio ambiente e focada na sustentabilidade”.

O seminário completo está disponível através do link https://www.youtube.com/watch?v=wqBOC6IplDI

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