Senar discute evolução da ATeG e aplicação da metologia no campo
Tema foi discutido no 2º dia do Encontro Nacional de Coordenadores
Brasília (18/03/2026) – O segundo dia do Encontro Nacional de Coordenadores da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, na quarta (18), em Brasília, foi marcado por debates voltados à evolução da metodologia e ao fortalecimento de estratégias para ampliar resultados no campo.
A programação começou com a apresentação “ATeG: Passado que inspira. Presente que transforma. Futuro que se constrói”, ministrada pelo diretor de ATeG, Eduardo Oliveira, que trouxe uma visão estratégica sobre a trajetória e os próximos passos da metodologia.
Oliveira destacou que a ATeG deixou de ser apenas uma iniciativa pontual e passou a se consolidar como um conjunto de soluções e de transformação no meio rural. “Hoje, podemos dizer que é um conjunto de soluções e de transformação, pelo nível de interação e integração com os produtores”, afirmou.
Para o futuro, o diretor afirmou que o foco está na qualificação do atendimento e no redesenho metodológico da assistência técnica. “Vamos ajustar e redesenhar o que já fazemos, com mais precisão e inteligência operacional”, explicou.
Entre os pontos prioritários, ele destacou a melhoria do processo de entrada dos produtores, a segmentação mais adequada dos atendimentos e a definição de estratégias para o pós-ciclo da assistência. “Precisamos pensar em como manter o suporte mesmo após o encerramento do ciclo, garantindo a continuidade do vínculo com o produtor”, disse.
O diretor reforçou o papel estratégico dos sindicatos rurais como parceiros da ATeG. Segundo ele, essas entidades devem atuar desde a mobilização inicial dos produtores até a continuidade das ações no território. “O sindicato é a porta de entrada e um parceiro fundamental para viabilizar soluções, especialmente em questões como mercado, logística e organização dos produtores”, afirmou.
Oliveira acrescentou que a integração entre técnicos, sindicatos e demais parceiros institucionais é essencial para ampliar os resultados da assistência técnica.
Ao longo da manhã, foram apresentados dados e iniciativas voltadas à qualificação das ações, como a avaliação qualitativa de impacto da ATeG 2025, com a assessora técnica, Cristiane Camboim. A análise ouviu 108 produtores rurais de cinco estados visando entender as transformações da metodologia na vida desses produtores.
O encontro tratou ainda da ferramenta “Conecta Produtor”, destacada por Carlos Eduardo Gomes, com foco na gestão de resultados. O técnico abordou o novo sistema de dados (Sisateg), que terá uma versão offline voltada a otimizar o acesso dos técnicos de campo durante as visitas às propriedades.
Também foram discutidas as perspectivas do Senar Serviços, apresentadas pela assessora Bárbara Evelyn. Segundo ela, o Senar Serviços terá novas linhas de atuação a partir de 2026 nas áreas de granjas integradas (Cadecs), produção de carnes e apoio técnico ao produtor para o Cadastro Ambiental Rural por meio do programa RetifiCAR.
A programação incluiu ainda a apresentação da Academia ATeG, com Luana Aguiar e Pollaco Oliveira, que destacaram as iniciativas que são direcionadas à capacitação dos técnicos de campo, como o Residência Agropecuária, ATeG Universitária e as Trilhas de Especialistas. Pollaco Oliveira reforçou que esse ano os técnicos terão, além da Trilha em Aquicultura, mais uma novidade, a Trilha em Bovinocultura de Leite, que visa o aprimoramento e capacitação avançada da equipe técnica que atua no campo.
No período da tarde, o foco foi nos instrumentos de incentivo e gestão, com a apresentação do Programa de Incentivo ATeG e ATeG Total, com o assessor técnico, Mauro Muzell, além de discussões sobre projetos, programas e visão administrativa.
O coordenador da ATeG do Senar Pernambuco, Jailton Bezerra, avaliou que o encontro foi uma oportunidade de revisar a trajetória da assistência técnica, que no estado começou em 2019, e identificar pontos de melhoria. Segundo ele, o momento reforça a necessidade de avançar com foco em qualidade, aprimoramento e resultados. “A lição de casa é seguir firmes, fortalecendo o trabalho com sindicatos, produtores e instituições formadoras para melhorar cada vez mais a entrega na ponta”, afirmou.
Já a coordenadora da ATeG do Senar Rio Grande do Norte, Isaura Sales, destacou a importância de intensificar o foco na qualidade e na revisão de processos. Para ela, o encontro representa um momento de repensar metodologias e ajustar gargalos. “Os produtores estão em constante mudança, e isso exige de nós também temos que pensar em novas diretrizes e formas de atuação”, concluiu.