Paraíba

04/12/2019

Produtores atendidos pela ATeG formam cooperativa de produção de abacaxi

Por: Ascom Senar PB

Di Assis dos Santos, produtor rural

Depois de passarem pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Paraíba, um grupo de aproximadamente trinta agropecuaristas do município de Itapororoca, no Vale do Mamanguape, decidiram criar a Cooperativa dos Produtores de Abacaxi de Itapororoca, Copadi.

A iniciativa tem dado tão certo, que o grupo já conseguiu vender cinco carregamentos de 14 toneladas do fruto para um cliente em Fortaleza, no Ceará. Trata-se de uma outra cooperativa, que beneficia o fruto. Até agora, as encomendas estão sendo enviadas quinzenalmente, mas a meta para 2020 é que os carregamentos sejam diários.

Para isso, os produtores planejam fazer rodadas de negócios para abrir mercado no ano que vem. “No primeiro semestre de 2020 eles devem Deixou o atravessador ir a São Paulo, para fazer contato com centrais de abastecimentos e outros possíveis clientes”, revelou seu Francisco, produtor que cultiva no Sítio Cipoal, de 2 hectares, em Itapororoca.

Mas para chegar nesse nível, os produtores passaram por um longo processo de capacitação na ATeG. Diminuíram os custos, melhoraram a produção e a produtividade, como foi o caso de Diassis, que tem 4 hectares arrendados na propriedade Santa Lúcia, em Araçagi, município vizinho.

“Antes do Senar chegar, o meu custo médio era de R$ 1,30 por fruto, sendo que eu vendia a R$ 1. Só percebi isso com a assistência técnica. Agora, consegui reduzir o custo para R$ 0,80 e melhorar o preço para até R$ 1,60, de acordo com a época do mercado”, explicou.

Além das orientações técnicas, Diassis e os outros produtores passaram a vender o abacaxi no peso e por causa do volume de vendas também conseguiram eliminar o atravessador no processo de comercialização.

“Quando eu cheguei, eles vendiam o fruto pela classificação, se de 1ª, 2ª, 3ª ou 4ª. Isso tem a ver com o peso do produto, o de primeira é aquele superior a 1,2kg. Só que muitas vezes o produtor era prejudicado, já que o comprador classificava uma quantidade produtos abaixo, para pagar menos”, explicou Gilson Filho, o técnico de Campo do Senar que atendeu o grupo.


Produção de doces

Grupo de 20 mulheres produz doces com abacaxi

Nem se só de produzir abacaxi vive a Copadi. Vinte mulheres, entre esposas, irmãs filhas e outras parentes dos produtores também integram a cooperativa. Elas produzem oito tipos de doces ou geleias com o abacaxi chamado de “quartinha”. 

Segundo o técnico Gilson Filho, embora tenha a mesma qualidade e valor nutricional, esse abacaxi tem menor valor de mercado, porque pesa menos de 500g. Elas compram o fruto aos produtores e beneficiam.

O custo estimado por pote de doce está em R$ 2,40, enquanto que o preço de venda pode chegar a R$ 6. A meta é que o trabalho gere uma renda de um salário mínimo para cada uma das mulheres envolvidas na fabricação.

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