08/05/2020

Faculdade CNA debate inovação tecnológica como ferramenta de comercialização do agro

Brasília (08/05/2020) – A Faculdade CNA promoveu um debate ao vivo sobre o tema “Como a inovação tecnológica pode auxiliar as estratégias de comercialização do agro?” na quinta (07).

O encontro contou com a participação do diretor-geral da Faculdade CNA, André Sanches; do coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar, Matheus Ferreira; e do coordenador de Iniciação Científica e de Extensão da Faculdade CNA, Alberto Santos.

André Sanches destacou que inovação e comercialização são dois pontos essenciais para o agro brasileiro. Ele lembrou que os investimentos tecnológicos e as ferramentas de gestão da propriedade promoveram um salto na produtividade brasileira nas últimas décadas.

“A tecnologia é fundamental para o crescimento da produção sem a abertura de novas áreas e para a sustentabilidade econômica, social e ambiental do País”, disse.

O coordenador de Iniciação Científica e de Extensão da Faculdade CNA ressaltou a necessidade de observar as mudanças de mercado e buscar mecanismos que sejam sustentáveis e que promovam o desenvolvimento do agronegócio.

Segundo Alberto, novos mercados estão surgindo, como as agritechs, startups e aplicativos de delivery, e o Brasil tem potencial muito grande para aproveitar essa tendência, mas é preciso conhecimento e estratégia para avançar.

“É importante diferenciar inovação de ideia. Inovação só quando o mercado absorve aquela ideia. A estruturação de um negócio precisa de planejamento estratégico para obter recursos financeiros, ter lucro e se manter sustentável”, afirmou.

Realidade - Na visão de Matheus Ferreira, o Brasil já vem registrando evolução nas áreas de inovação dentro das empresas e instituições do setor agropecuário.

“O Brasil é referência, não precisamos mais importar tecnologias, mas temos um desafio muito grande que é levar essas inovações e informações ao máximo possível de produtores rurais, principalmente os pequenos e médios”.

O coordenador de Inovação do Sistema CNA/Senar acredita que ferramentas de e-commerce, startups da logística que facilitem o transporte entre produtores rurais e consumidores finais e o setor de alimentos prontos são tendências impulsionadas pela pandemia que deverão continuar em crescimento. Itens já consolidados, como rastreabilidade, certificação e confiança do produto seguirão em valorização.

Ele também destaca que já estão sendo utilizadas criptomoedas no setor, uma novidade que pode gerar garantia nas negociações em marketplaces. Tecnologias de inovação na entrega de produtos que ainda não estão em uso no Brasil, mas que já são realidade em outros países, como o uso de robôs e drones, são outra possibilidade para o futuro.

Com essa visão, o Sistema CNA/Senar lançou recentemente a plataforma Mercado CNA e desenvolve iniciativas como a Rede Nacional de Inovação para o Agronegócio (Agroup). Um ponto fundamental para que os produtores rurais possam se adaptar e aproveitar essa nova realidade é a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar.

“Para investir em tecnologia, o produtor precisa sobreviver e ter lucro. O papel da ATeG é fundamental dentro do processo de produção e, cada vez mais, ganha importância na gestão e na comercialização”, declarou Matheus.

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