Mato Grosso do Sul

13/09/2021

Em 11 anos, agro de MS injetou R$ 12 bilhões de investimentos com conversões de áreas de pastagens em áreas agrícolas

Por: Vitor Ilis Fonte: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul

De 2010 a 2021, a transformação foi superior a 3,6 milhões de hectares, sendo 48% para produção de grãos e 22% para florestas plantadas

Com destaque nacional em práticas conservacionistas e de baixo carbono, Mato Grosso do Sul segue contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa com o uso do ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta). Em 11 anos, por meio desse processo, houve transformação de 3,6 milhões de hectares de pastagens em áreas produtivas, gerando investimentos de mais de R$ 12 bilhões, considerando os recursos necessários para implantação de grãos e florestas plantadas.

Segundo o Departamento Técnico do Sistema Famasul, com dados da pesquisa encomendada pela Rede ILPF, o estado já superou 2,5 milhões de hectares com sistemas de integração e ocupa o primeiro lugar entre os que adotam essa estratégia de produção.

“O resultado positivo no uso dos sistemas de integração se dá porque Mato Grosso do Sul fez a expansão de sua produção agropecuária baseada na conversão de áreas. A produção agrícola cresceu em áreas anteriormente ocupadas por pastagens. Tal mudança no uso e ocupação do solo tem sido o grande motor econômico do estado, ao mesmo tempo que tem garantido o cumprimento das metas ambientais para o MS e Brasil”, afirma a analista técnica, Eliamar Oliveira.

“Para se ter uma dimensão dos impactos econômicos, essa transformação injetou na economia do Mato Grosso do Sul algo em torno de R$ 12 bilhões ao longo desses 11 anos, tendo em vista os recursos necessários para implantação da soja, cerca de R$ 4,9 mil por hectare, e do eucalipto, aproximadamente R$ 4,5 mil por hectare, sobre áreas de pastagens”, detalha.

Sustentabilidade – Em 2009 na Conferência das Partes (COP) de Copenhague, o Brasil se comprometeu em reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). Para cumprir o compromisso, o país instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) e em 2011 foi aprovado o Plano Setorial de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC).

O Plano ABC foi estruturado em sete programas: Recuperação de Pastagens Degradadas; Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs); Sistema Plantio Direto (SPD); Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN); Florestas Plantadas; Tratamento de Dejetos Animais; e, Adaptação a Mudanças Climáticas.

Com os programas de ILP e ILPF, a agropecuária brasileira alcançou cerca de 13,8 milhões de hectares com esses sistemas. Resultado 344% superior aos 4 milhões de hectares propostos no Plano ABC. Com o uso dessas tecnologias foi possível deixar de emitir 52,1 milhões de t CO eq. Esse total foi 290% maior ao estabelecido no Plano.

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