Do Prêmio ao Campo: produção de banana em São José dos Basílios cresce até 6 vezes e vira referência com assistência técnica
José Batista dos Santos foi premiado com o 1º lugar no Prêmio ATeG 2026 / Categoria Fruticultura Perene por seu desempenho extraordinário nos resultados de produção e gestão
Leocandida Rocha
Fonte: SENAR MA
Em um cenário em que muitos produtores ainda enfrentam dificuldades para alcançar produtividade e estabilidade na fruticultura, uma história no interior do Maranhão chama atenção pelos resultados expressivos — e, principalmente, pela transformação construída ao longo do tempo.
Na Fazenda Flores, localizada em São José dos Basílios, o produtor José Batista dos Santos saiu de uma produção limitada, marcada por dificuldades no manejo, para um novo patamar produtivo, com aumento de até seis vezes na quantidade de caixas de banana colhidas. “No início minha produção era muito baixa… produzia de 20 a 30 caixas… agora aumentou pra 150 a 200 caixas”, relata.
A mudança não aconteceu por acaso. A partir da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Maranhão, a propriedade passou por uma reorganização completa — desde o manejo do solo até a condução da lavoura.
Com orientação técnica, foram implantadas melhorias no sistema de irrigação, no controle de doenças como a sigatoka, na adubação e no espaçamento do plantio, criando um ambiente mais equilibrado e produtivo. “Depois que a assistência chegou, aumentou a produção e está dando certo”, resume o produtor.
Mas a transformação vai além da lavoura. Pela primeira vez, José Batista passou a olhar para a atividade como um negócio. “A gente passou a ter controle do que entra e do que sai”, afirma.
Para a técnica de campo Alirya Magda, o resultado é consequência direta da aplicação consistente das orientações. “Com a adequação do manejo e das recomendações, o crescimento da produção é visível e positivo”, explica.
O coordenador regional da ATeG no Médio Sertão, Rozalino Aguiar, destaca que o caso vai além de um bom resultado isolado — ele representa o potencial da metodologia aplicada. “Uma propriedade de apenas um hectare saiu de 30 para 200 caixas porque acreditou na gestão, na assistência técnica e aplicou as orientações no dia a dia”, pontua.
O reconhecimento desse trabalho aconteceu durante encontro mensal da ATeG, realizada em Dom Pedro, reunindo técnicos, instituições parceiras e produtores rurais da região. Na ocasião, o produtor recebeu o Prêmio ATeG 2026 na categoria fruticultura.
Além do reconhecimento, a premiação trouxe um ganho prático para a propriedade: uma roçadeira bipartida à gasolina, equipamento que reforça o manejo da área. “Essa roçadeira vai ajudar muito no meu manejo… vai ser muito útil pra mim”, afirma José Batista.
O equipamento contribui diretamente para a limpeza da área, controle de plantas invasoras e manutenção do bananal — fatores essenciais para garantir produtividade e reduzir custos operacionais.
Para o presidente do Sindicato Rural de Dom Pedro, José Artur Borges, o resultado alcançado reforça o potencial produtivo da região. “Esse resultado demonstra a aptidão da região para a produção de frutas”, destaca.
Já o presidente licenciado da Faema, Raimundo Coelho, convidado para a reunião, chama atenção para o que está por trás da conquista. “Quando o produtor aplica conhecimento e tecnologia, ele transforma a sua realidade. Esse resultado mostra a força da assistência técnica e a capacidade do produtor que decide fazer diferente”, afirma.
A reunião também contou com a participação da AGED, com orientações sobre descarte adequado de embalagens de defensivos, e do Banco do Nordeste, com informações sobre crédito rural — reforçando a integração entre conhecimento técnico, gestão e acesso a oportunidades.
A entrega integra a série Do Prêmio ao Campo, que evidencia, na prática, como a assistência técnica tem gerado resultados concretos e transformado diferentes cadeias produtivas no Maranhão.