CNA se filia à Organização Internacional de Empregadores
Adesão fortalece defesa dos interesses do setor agropecuário nas discussões sobre normas do trabalho
Representantes da CNA e de outras confederações patronais com o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo (ao centro).
Brasília (04/02/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia como conquista e um avanço estratégico para o agro brasileiro sua filiação à Organização Internacional de Empregadores (OIE/IOE).
Segundo o coordenador de Relações do Trabalho da CNA, Rodrigo Hugueney, a participação garante à entidade um assento formal na principal articulação global do setor empregador.
“Nossa participação ampliará a capacidade de influência do agro em debates e posicionamentos que repercutem diretamente no Brasil, especialmente aqueles relacionados às normas, recomendações e diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT).”
Hugueney acrescenta que a partir da filiação, a CNA passa a integrar de forma mais ativa o bloco dos empregadores nas discussões tripartites, fortalecendo a articulação com outros países e qualificando a presença do agro brasileiro no debate internacional sobre o mundo do trabalho.
“A filiação permite demonstrar as peculiaridades do setor rural brasileiro, levando dados e a realidade do campo às discussões e evitando generalizações urbanas na construção de normas, recomendações, protocolos e manuais internacionais.”
O coordenador destaca que, entre os temas que ganham mais espaço e compreensão, estão os desafios estruturais do trabalho no meio rural, como a sazonalidade e os picos de demanda nos períodos de plantio e colheita, além da dimensão continental do Brasil, marcada por grande dispersão geográfica e dificuldades logísticas que impactam diretamente a organização do trabalho no campo.
A participação da CNA na OIE também vai permitir o acompanhamento de debates globais ainda em fase inicial. “Esse movimento possibilita ao setor agropecuário brasileiro antecipar tendências, avaliar impactos e se posicionar de forma mais estratégica”, ressalta Rodrigo Hugueney.
Para o coordenador, a filiação reforça o compromisso do agro brasileiro com o trabalho decente e com a adoção de boas práticas, “ao mesmo tempo em que fortalece a atuação institucional da CNA em um espaço decisório capaz de influenciar toda a cadeia global de produção”.