CNA participa da COP 17 da Biodiversidade

Conferência acontece de 19 a 30 de outubro, na Armênia

Por CNA 19 de outubro 2026
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FACHADA COP17

Brasília (19/10/2026) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participa, de 19 a 30 de outubro, da 17ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica (COP 17), que acontece em Yerevan, capital da Armênia.

Este evento, conhecido como COP da Biodiversidade, é ligado à Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado internacional das Nações Unidas com a adesão de 195 países e a União Europeia, que busca a conservação da diversidade biológica com a proteção de ecossistemas, espécies e variabilidade genética, o uso sustentável dos componentes da biodiversidade e a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos.

Um dos principais focos da Conferência será a primeira revisão global do progresso coletivo na implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF).

O GBF foi firmado em 2022 na COP 15 (Montreal) definindo metas globais, quando os países assumiram compromissos em relação à conservação, proteção e uso sustentável da biodiversidade.

O Marco estabelece 23 metas de ação para 2030 e quatro objetivos de longo prazo para 2050, voltados à conservação, ao uso sustentável da biodiversidade, à repartição de benefícios e aos meios necessários para sua implementação.

A CNA avalia como fundamental a participação do setor agropecuário nas negociações da COP17 para representar os produtores rurais brasileiros e contribuir para que as decisões internacionais reconheçam o papel da agropecuária na conservação e no uso sustentável da biodiversidade.

Segundo Jaíne Cubas, assessora técnica da Coordenação de Sustentabilidade da CNA, esse acompanhamento permite apresentar subsídios técnicos, defender a segurança jurídica e o respeito às particularidades da agricultura tropical, além de buscar financiamento e incentivos para a implementação das metas.

Para a CNA, as discussões têm relação direta com a agropecuária, pois a diversidade genética, a polinização, a qualidade dos solos e a disponibilidade de água são essenciais à produção de alimentos. Ao mesmo tempo, os produtores rurais contribuem para a conservação por meio da manutenção da vegetação nativa e da adoção de práticas de manejo sustentável dos ativos ambientais, incluindo a biodiversidade, e seus benefícios à produção de alimentos.

A CNA encaminhou aos negociadores brasileiros da COP 17 um posicionamento dos produtores rurais brasileiros, em que defende o reconhecimento da agropecuária brasileira como um ator fundamental para a implementação do GBF.

“A conservação ambiental deve caminhar junto com produtividade, competitividade e desenvolvimento tecnológico, respeitando as características dos diferentes biomas e sistemas produtivos”, destaca Jaíne Cubas, que acompanhará os debates.

Um dos principais pontos defendidos pela CNA é o reconhecimento dos ativos ambientais presentes nas propriedades rurais brasileiras, como a conservação de vegetação nativa em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, previstas no Código Florestal.

“Essas áreas contribuem para a conservação da biodiversidade, a conectividade ecológica, a resiliência climática e a sustentabilidade da produção agropecuária”, reforça Jaíne.

Na avaliação da CNA, as práticas já adotadas pelos produtores rurais demonstram que a agropecuária pode contribuir simultaneamente para as metas de biodiversidade e de enfrentamento das mudanças climáticas.

Neste contexto, a CNA propõe que a Meta 3 do Marco Global de Biodiversidade, que prevê a conservação de pelo menos 30% das áreas terrestres, das águas continentais, costeiras e marinhas até 2030, reconheça a contribuição legítima das áreas privadas conservadas, respeitando a legislação brasileira e as circunstâncias nacionais.

A entidade também apoia a valorização dessas áreas no âmbito das discussões sobre áreas protegidas e conservadas.

O posicionamento da CNA tem propostas para temas como negócios e biodiversidade, financiamento, bioeconomia, mudanças climáticas, conservação, uso sustentável das florestas e espécies exóticas invasoras, entre outros.

Acesse aqui o documento com as propostas da CNA.

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