Agenda internacional da CNA em 2026 vai focar na abertura de mercados e defesa do agro brasileiro
Reunião do Núcleo de Relações Internacionais debateu, na terça (24), acordo Mercosul-UE, tarifas comerciais e ações do agroBR
Brasília (25/02/2026) - O Núcleo de Relações Internacionais da CNA se reuniu, na terça (24), para debater as iniciativas da área em 2026 juntamente com as federações de agricultura e pecuária nos estados.
O vice-presidente da Confederação, Gedeão Pereira, abriu o encontro e falou sobre a importância da abertura de mercados para produtos do agro brasileiro e o aumento da participação de pequenos produtores no comércio internacional.
"O mercado internacional não gera resultados imediatos, mas depende da oferta consistente. Além disso, é importante que haja conhecimento mútuo entre as partes, com comunicação direta entre vendedor e comprador, para fortalecer a confiança."
A diretora-adjunta de Relações Internacionais, Fernanda Carneiro, conduziu as discussões e destacou a importância do diálogo entre CNA e federações nas questões internacionais.
Em relação a ampliar a visibilidade do agro no exterior, o coordenador de Promoção Comercial, Rodrigo da Matta, ressaltou as ações do programa agroBR, incluindo feiras internacionais que ocorrerão ao longo do ano, como a Fruit Attraction Brasil, Sial Canadá, Sial China, Fruit Attraction Madrid, WorldFood Turquia, além da realização de rodadas de negócios em cadeias como chocolate, cacau, mel e café.
O coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses, Felipe Spaniol, mencionou os temas que devem se destacar na pauta internacional durante o ano, como o Acordo Mercosul-União Europeia. Ele comentou que a CNA acompanha as tratativas para a implementação do acordo, atualmente em discussão no Congresso Nacional.
O Núcleo também discutiu a relação do Brasil com países como Índia, Irã e Coreia do Sul, esta última com previsão de anunciar abertura de mercado para o ovo brasileiro. O assessor de Relações Internacionais, Pedro Rodrigues, citou, ainda, que, em janeiro, a China estabeleceu um sistema de cotas e tarifas para importação de carne bovina de seus principais fornecedores. A cota brasileira para esse ano é de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas.