PROGRAMA CARNE CERTIFICADA BRANGUS


O presente protocolo estabelece as regras e procedimentos que serão observados para embasar a rotulagem e/ou emissão da certificação oficial brasileira à carne de bovinos da Raça BRANGUS e suas cruzas para comercialização no mercado interno e/ou exportação em atendimento à circular n° 11/2015 DPOA/SDA/MAPA, que trata do registro de rótulos com indicação de raça.

É detentora deste protocolo a Associação Brasileira de BRANGUS – ABB, entidade sem fins lucrativos, registrada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo entre suas finalidades estatutárias o fomento à criação de animais da raça BRANGUS e suas cruzas, em todo o país, e abrigar as expressões BRANGUS, para que as mesmas somente possam ser utilizadas para fins comerciais, inclusive por terceiros, quando devidamente conveniadas e/ou au-torizadas pela mesma; e o fomento a criação de bovinos BRANGUS tanto puros como resultantes de cruzamento.

 Este protocolo tem aplicação em todo território nacional abrangendo:

  • (I) produtores rurais e seus respectivos estabelecimentos rurais com explorações pecuárias de bovinos da raça BRANGUS e seus cruzamentos, independente do sistema de criação;
  • (II) estabelecimentos de abate que processam esses animais, gerando produtos e subprodutos de origem animal;
  • (III) estabelecimentos que industrializam carne oriunda de bovinos da raça BRANGUS para produção de quaisquer alimentos de origem animal;
  • (IV)  estabelecimentos que comercializam carne no varejo oriunda de abate certificado;
  • (V) estabelecimentos que comercializam carnes à mesa, como bares e restaurantes, oriundas do processo de abate certificado.

Este protocolo visa atender aos requisitos necessários para a rotulagem, identificação e utilização do Selo de Qualidade Brangus para animais da raça BRANGUS e suas cruzas, para produtos no mercado interno respaldando processos e garantindo que os produtos resultantes serão oriundos exclusivamente de:

I. Animais rastreados pelo SISBOV ou não, da Raça Brangus e Cruzamentos em todos seus graus de sangue estabelecido no Registro Genealógico da Raça, e formados pelos seguintes grupamentos raciais:

a. Raças Zebuínas – Nelore, Nelore Mocho, Tabapuã, Brahma e Guzerá;

b. Raças Européias – Aberdeen Angus e Red Angus;

II. Quanto à composição racial e conforme denominações populares serão aceitos:

a. APURADO animais obtidos pelo cruzamento de um animal da raça Brangus com um animal de raça europeia e suas cruzas.

b. CRUZADO – animais obtidos a partir do cruzamento de um animal da raça Brangus com um animal de raça zebuína e suas cruzas.

III. Quanto à cobertura de gordura:

c. Padrão 3: Gordura subcutânea mediana (3 a 4mm);

d. Padrão 4: Gordura subcutânea uniforme (5 a 6mm);

e. Padrão 5: Gordura Subcutânea gorda (7 a 10mm);

IV. Quanto à idade:

a. Animais cuja avaliação da cronologia dentária é de dente de leite até 4 (quatro) dentes em torno de 2,5 anos de idade como máximo.

V. Quanto ao sexo:

a. Serão aceitos fêmeas, machos castrados e machos inteiros, estes restritos aos animais com cronologia dentária de até 2 (dois) dentes incisivos permanentes;

VI. Quanto às características raciais:

a. As pelagens observadas no curral de abate entre as permitidas são vari-áveis comuns aos cruzamentos da raça Brangus e também na sua for-mação por absorção, assim rotuladas: Preta, Vermelha, Brasina, Zaina, Baia(creme), Osca e Oveira (malhada) composta por manchas brancas, contínuas e moderadas no ventre, no flanco e no chanfro; sendo vedado quaisquer outras com identificação com as raças zebuínas e demais raças e mestiços de sangue europeu de corte e leite;

b. São aceitos animais mochos, batoques uno ou bilateral, bananas e com chifres apenas na categoria CRUZADO;

c. Pesos das carcaças (2 partes) tem a seguinte amplitude: machos e machos castrados entre 225 e 300 Kg e fêmeas de 190 a 270 kg visando atender mercados em todo país e diferentes sistemas de produção, como nas regiões dos pampas, do pantanal, do agreste nordestino e outras com notáveis restrições alimentares e também aos sistemas intensivos consolidados nos programas de integração lavoura e pecuária em expansão no país.

d. As premiações propostas visam reconhecer a qualidade superior dos animais abatidos, enviados para a indústria em lotes homogêneos e inspecionados individualmente na linha de abate, cuja qualidade será atestada pelo Inspetor Brangus identificando as carcaças com CARIMBO e codificadas conforme descrito no Anexo X, observando rigorosamente as exigências deste protocolo, porém o percentual descrito no ANEXO VI é sugestivo e negociado previamente entre a ABB e a indústria;

Como o produtor pode participar:


- Cadastre seu e-mail junto a uma unidade estadual de atenção zootécnica/Inspetoria Veterinária - Agência ou Órgão de Defesa Agropecuária

- Realize sua adesão ao Protocolo Brangus Carne Certificada no botão abaixo:

- Envie seus animais para abate em um dos frigoríficos parceiros Consulte a listagem dos frigoríficos parceiros em do Protocolo Brangus Carne Certificada AQUI (atualizado em 17/06/2019)