Paraná

07/05/2020

Pandemia: apesar da recessão mundial, agro do PR deve manter ritmo de exportações

Por: Felippe Aníbal

Em março, a Organização Mundial do Comércio (OMC) publicou um estudo em que prevê que a pandemia do novo coronavírus irá provocar recessão em escala global. Conforme as projeções da entidade, o comércio mundial deve despencar entre 12,9% (no cenário mais positivo) e 31,9% (nas perspectivas mais negativas). A recuperação da economia só começaria a ocorrer ao longo de 2021. Apesar dessas perspectivas, a habilitação de novos frigoríficos, a demanda externa crescente por alimentos e as características dos principais produtos exportados pelo agronegócio levam a crer que o setor sofra menos que outras atividades econômicas.

Para os economistas da OMC, os efeitos do surto de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) na economia sejam mais severos dos que os sentidos na crise financeira internacional de 2008. Conforme avaliação do diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, o foco dos países deve ser controlar a CORONAVÍRUS pandemia e, em segundo plano, mitigar as consequências econômicas. Dividido por regiões, o levantamento prevê a queda de 12,9% das exportações de países da América do Sul e Central, no cenário positivo; e de 31,3%, no cenário pessimista.

“Os inevitáveis declínios no comércio e na produção terão consequências dolorosas para famílias e empresas, além do sofrimento humano causado pela própria doença”, disse Azevêdo. “Esses números são feios, não há como contornar isso. Mas uma recuperação rápida e vigorosa é possível. (…) O comércio internacional será um ingrediente importante, juntamente com a política fiscal e monetária. Manter os mercados internacionais [exportações e importações] abertos e previsíveis, além de promover um ambiente de negócios mais favorável em geral, será fundamental para estimular o investimento renovado de que precisaremos”, acrescentou o diretor-geral da OMC.

Recuperação

Apesar da recessão vertiginosa esperada para 2020, a OMC projeta que a recuperação deve se dar de forma rápida, ao longo de 2021. No cenário otimista, as exportações dos países da América do Sul e América Central podem aumentar 18,6% no ano que vem, compensando, com sobras, a retração esperada para 2020. Na projeção pessimista, no entanto, as nações da região devem ampliar as vendas externas em 14,3%, compensando apenas em partes a queda prevista para este ano.

“O interessante é que, embora a previsão seja de queda generalizada no comércio entre os países em 2020, já no ano que vem a recuperação deve ocorrer de forma muito rápida. No caso da América do Sul, por exemplo, o cenário positivo projeta não só uma recuperação, mas um crescimento além do patamar em que as exportações estavam antes”, comentou Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico Econômico do Sistema FAEP/SENAR-PR.

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