06/11/2019

CNA discute demandas do setor leiteiro

Brasília (06/11/2019) – A Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA se reuniu na terça (5), em Brasília, para discutir demandas do setor, como o monitoramento da qualidade do leite, os impactos da Reforma Tributária para a cadeia produtiva e a sinalização de preços.

“O encontro foi importante para debater temas relevantes e a reforma é um deles”, disse o presidente da Comissão, Rodrigo Alvim.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, apresentou os impactos das propostas de reforma, que tramitam no Congresso Nacional, para o setor leiteiro.

Outro assunto da pauta da reunião foi a criação da metodologia de cálculo do Indexador da Variação da Cesta de Produtos Lácteos, modelo que surgiu de um movimento dos produtores de Goiás, junto ao governo estadual e o Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite).

O vice-presidente da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), deputado José Mário Schreiner, afirmou que o objetivo inicial do grupo foi defender a pauta da dignidade, que diz respeito à previsibilidade dos preços do leite e a antecipação do prazo de pagamento.

“O movimento nasceu de forma espontânea. Os produtores de Goiás queriam uma metodologia própria para que houvesse a sinalização de preços. O índice ainda está em fase de desenvolvimento, mas isso mostra que o diálogo entre o setor como um todo é importante”.

O produtor Flávio Henrique explicou que o indexador de previsibilidade de preços será capaz de estabelecer ajustes de um setor ou produto, seguindo os níveis de variação do mercado. “Ele contempla a cesta de produtos lácteos, como o leite UHT integral, leite em pó integral, muçarela, leite condensado e creme de leite”.

O índice será calculado pelo Instituto Mauro Borges (IMB) e poderá ser divulgado a partir do mês de dezembro para anunciar, de forma antecipada, uma previsão de mercado para o preço do leite referente à produção entregue no mês de janeiro de 2020 por parte dos produtores.

Outro tema debatido foi a avaliação da implantação das Instruções Normativas (IN) 76 e 77 de 2018, que determinam novas regras da qualidade para o leite produzido no país e a situação da criação do Observatório da Qualidade do Leite. 

O coordenador-geral de Avaliação de Risco e Inteligência Estratégia do Ministério da Agricultura, João Amaral Haddad, explicou que o observatório é uma ferramenta de gestão que irá monitorar os dados de análises de leite de todos os laboratórios oficiais do país.

“A ideia é viabilizar uma análise geral dos dados de qualidade de leite no país, promovendo uma integração entre os dados laboratoriais e informações dos serviços de inspeção e implantar um sistema informatizado para o monitoramento da qualidade do produto”.

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