23/07/2019

CNA debate medidas para modernizar sistema de defesa agropecuário

Brasília (23/07/2019) A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu na segunda (22) medidas para modernizar o sistema de defesa agropecuário brasileiro a partir do modelo desenvolvido no estado do Paraná.

“Viemos conhecer e aprender com o estado do Paraná, que tem realizado há mais de 15 anos ações com foco em parceiras público-privadas que fez com que hoje sua vigilância e fiscalização sanitária sejam referência no Brasil”, afirmou Maurício Saito, coordenador do Grupo de Trabalho de Sanidade Animal da Confederação.

O coordenador do GT, juntamente com o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, e a coordenadora de produção animal da entidade, Lilian Figueiredo, reuniram-se com o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ronei Volpi, com o consultor Antônio Poloni, e com representantes da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para tratar do assunto.

Reunião na Federação de Agricultura do Estado para conhecer as ações de defesa agropecuária.
Reunião na Federação de Agricultura do Estado para conhecer as ações de defesa agropecuária.

“Discutimos sobre o Fundepec, que é o Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná, para sabermos como foi criado, qual a forma de atuação, quais as formas de indenização ao produtor rural para que possamos desenvolver um modelo semelhante que possa ser aplicado aos demais estados brasileiros”, explicou Lilian Figueiredo.

O Fundepec foi criado em 1995 e reúne instituições representativas de produtores rurais e da indústria para promover o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da pecuária e da produção vegetal, além de viabilizar ações de defesa sanitária no Paraná.

Outro assunto tratado durante as reuniões foi o controle da brucelose e tuberculose no estado, que tem índices de prevalência das enfermidades bem abaixo da média nacional.

“Os índices se devem ao intensivo trabalho do Paraná para erradicar essas enfermidades. No caso da Tuberculose, o estado trabalha com abate dos animais com a doença e indenização ao produtor. Para a brucelose não há indenização. No entanto, além de uma campanha muito grande de incentivo para o abate dos animais com resultados positivos da doença, os laticínios não recebem leite de animais que não são comprovados como negativos”, destacou Lilian.

O grupo também tratou sobre o Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que tem como objetivo principal elevar o status sanitário do Brasil para livre de febre aftosa sem vacinação.

“Nós temos um prazo para suspender a vacinação em 2021, independentemente do bloco. Ou seja, até lá, obrigatoriamente os estados têm que se adaptar ao Plano e um dos requisitos para que haja essa evolução é a criação de um fundo público e um fundo privado. Por isso viemos buscar conhecimento do modelo que o Paraná tem consolidado há bastante tempo,” frisou Saito.

Também participaram da reunião o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar/MS), Lucas Galvan, e a gestora de Programas de Assistência Técnica e Gerencial da entidade, Mariana Urt.

Assessoria de Comunicação CNA
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