27/07/2018

CNA apoia estreitamento das relações entre Brasil e México na área agrícola

Brasília (27/07/2018) – Em recente encontro entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico, o Presidente Michel Temer apresentou à sua contraparte mexicana uma lista com pleitos de abertura comercial para produtos agropecuários brasileiros. Entre os pedidos, destaque para a negociação de acordo sanitário para a entrada da carne suína brasileira, a ampliação da cota para exportar carne de frango e maior abertura para grãos como arroz, feijão e milho. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) subsidiou o governo brasileiro na construção dessa pauta e espera que as conversas entre os parceiros gerem frutos concretos para o produtor rural brasileiro.

Brasil e México negociam hoje a ampliação do Acordo de Cooperação Econômica (ACE 53), que, apesar de estar em vigor desde 2002, não contempla substancialmente produtos agrícolas. Diante dessa realidade, a CNA mapeou interesses brasileiros no mercado mexicano e indicou o potencial de expansão do comércio para produtos como os já mencionados, e também para a carne bovina, algodão e derivados de soja do Brasil. Apenas para produtos agropecuários, o Brasil pode ampliar as suas exportações para o México em mais de US$ 10 bilhões, conforme análise de potencial de comércio feita por essa Confederação. 

No ano passado, representantes da CNA estiveram na Cidade do México para estreitar o diálogo com as principais organizações envolvidas com o agronegócio no país. O vice-presidente da Confederação, Roberto Simões, e a superintendente de Relações Internacionais, Lígia Dutra, foram ao Ministério da Agricultura mexicano e também se reuniram com o Conselho Empresarial de Comércio Exterior, Investimento e Tecnologia sobre o avanço das negociações do ACE 53. Nos encontros, o entendimento era de que os setores privados do Brasil e do México precisavam se aproximar para esclarecer os espaços existentes para negociação e alinhar interesses.

O México é um importante importador de produtos agropecuários e se encontra no meio das trincheiras da guerra comercial promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O novo governo mexicano, que assume o país a partir de 1º de dezembro deste ano, terá a importante missão de saber reposicionar o México no mercado internacional frente ainda à renegociação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte, o NAFTA. 

Nesse cenário, o Brasil dever ter sabedoria para saber aproveitar as lacunas que essa guerra ira proporcionar. Setores do agro precisam se preparar estrategicamente para atender demandas pelos seus produtos, porém com cautela, pois o discurso muitas vezes se distancia da prática. Com os mexicanos, os primeiros passos já foram dados. Precisamos agora evoluir para fazer valer os pleitos levados pelo presidente Temer e assim consolidar uma parceria entre as duas maiores economias da América Latina.  

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