Sobre a CNA

Linha do Tempo

1951

No dia 27 de setembro de 1951, nasce no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, a Confederação Rural Brasileira. Durante treze anos, a CRB mobiliza e coordena movimentos de produtores rurais em defesa da produção de leite e de carne, e pelo fim do confisco cambial, que prejudicava as exportações de café, cacau, algodão e carne.

1964

Em fevereiro de 1964, um Decreto reconhece a Confederação Rural Brasileira como entidade sindical de grau superior e ela passa a se chamar Confederação Nacional da Agricultura, a CNA, e a defender os interesses econômicos da agropecuária, em todo o território nacional.

1975

A CNA transfere definitivamente sua sede para Brasília, nova Capital Federal. Representa o setor em foros internacionais e nos diversos conselhos governamentais.

1987

A partir da década de 80, a CNA acompanha o processo de redemocratização do país e se reestrutura. Participa da formação da Frente Ampla da Agropecuária Brasileira, em 1987, que uniu os diversos segmentos do setor num grande movimento rural, com atuação decisiva na Assembléia Nacional Constituinte, de 1988. A CNA assume a parte institucional do movimento, que reivindicava os direitos básicos da agropecuária brasileira: a manutenção da propriedade produtiva, política agrícola com geração de renda para o produtor, avanços tecnológicos e de mercado e a exportação de produtos agrícolas.

1990

Profissionalismo e modernidade marcam a trajetória da CNA a partir da década de 90. A entidade que representa os produtores rurais brasileiros estruturou sua área técnica e passa a gerar dados confiáveis sobre a agropecuária, sugerindo ações de política agrícola e participando das negociações com o Governo. Atua no Congresso Nacional e defende as reivindicações do setor. Lidera quatro grandes manifestações nacionais em Brasília. Leva para a Esplanada dos Ministérios produtores rurais de todas as regiões do País, em 1994, 1995, 1999 e 2005, na busca de soluções para o grave endividamento rural e a falta de uma política de renda para o campo.

2001

Ao completar 50 anos, em novembro de 2001, a Confederação Nacional da Agricultura passa a se chamar Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, mas mantém a mesma sigla – CNA, que facilita a identificação do país de origem nos eventos internacionais e dá nova ênfase à representação da pecuária brasileira, que na época já era responsável por metade do PIB da agropecuária.

2008

Num cenário de reafirmação do potencial agrícola brasileiro e de novos desafios de um setor em expansão, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil ganha, em 2008, sua primeira presidente mulher – a senadora Kátia Abreu, que assume decidida a mostrar ao Brasil a força do setor agropecuário e a vencer os preconceitos que ainda existem em relação aos produtores e a atividade rural do País. Defende a necessária segurança jurídica no campo, uma política agrícola que garanta renda ao produtor, a imprescindível defesa sanitária vegetal e animal, investimentos em logística e infraestrutura para o escoamento da produção e a modernização da legislação ambiental brasileira.

2009

A CNA investe em sustentabilidade. Leva para a Conferência do Clima em Copenhagen, a COP 15, proposta de desmatamento zero. Fala em nome dos produtores rurais brasileiros que Brasil tem potencial para multiplicar produção de alimentos e a ajudar a reduzir a fome no mundo sem derrubar mais nenhuma árvore. Repete o discurso na COP 16, em 2010, em Cancun, e divulga o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Embrapa, que busca soluções científicas para a produção sustentável de alimentos, a partir da reintrodução da árvore nas propriedades rurais do Brasil.

2010

Em abril, a CNA organiza nova manifestação na Esplanada dos Ministérios. O produtor rural brasileiro veste branco para pedir paz no campo. No final do ano, lideranças da entidade participam da COP 16, em Cancun. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu reafirma que os produtores querem, e podem, aumentar a produção de alimentos para ajudar a reduzir a fome no mundo, com desmatamento zero. E divulga o Projeto Biomas, parceria da CNA com a Embrapa, que busca soluções científicas para a produção sustentável de alimentos, a partir da reintrodução da árvore nas propriedades rurais do Brasil.

2011

A CNA é a voz e a força do produtor rural no Congresso Nacional. Lidera a maior mobilização de produtores rurais já vista em Brasília. 25 mil brasileiros reunidos na Esplanada dos Ministérios pedem um novo Código Florestal para o País, que regularize a atividade rural e permita a manutenção da produção de alimentos com a preservação do meio ambiente. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu garante ao Brasil que o produtor rural quer manter a atual área de produção – 27% do território nacional, e continuar preservando 61% de florestas nativas.

2012

O setor agropecuário comemora a aprovação do novo Código Florestal, capaz de regularizar a situação de mais de 90% dos produtores rurais brasileiros. Neste ano, a CNA passou a gerenciar os protocolos privados de rastreabilidade bovina, por meio de parceria com o Ministério da Agricultura, regulamentada por Decreto. Ainda em 2012, a CNA participou da Rio+20 - Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, levando novas propostas para o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário.

2013

A CNA inaugura a Superintendência de Relações Internacionais (SRI), que passa a exercer papel fundamental na consolidação da CNA como principal representante do setor para questões de comércio internacional junto ao governo brasileiro e nos principais fóruns de discussão sobre acesso a mercados. Esse ano, o setor bate recorde em exportações, alcançando US$100 bilhões em vendas.

2014

CNA liderou o movimento das demais entidades empresariais que resultou na aprovação da Medida Provisória (MP) 595, nova Lei dos Portos, que possibilitará grande volume de investimento privado na ampliação da nossa infraestrutura portuária. Inauguramos a Faculdade CNA de Tecnologia, projeto que obteve nota máxima do Ministério da Educação e colocou em funcionamento, na sede da CNA em Brasília, o primeiro curso superior de Gestão do Agronegócio.

2015

Entre os esforços desenvolvidos em 2015 para um planejamento de longo prazo, a CNA reuniu, em seminário, especialistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, do governo brasileiro e do setor privado para discutir um modelo de seguro rural eficiente. Continuam os esforços para discutir uma política agrícola mais eficaz e previsível, de caráter plurianual, que atenda às necessidades da produção rural. O Sistema CNA/SENAR segue comprometido com a sustentabilidade ambiental e, por isso, realizamos encontro internacional para debater o uso da água para consumo humano e para a produção de alimentos. Especialistas brasileiros e representantes de Israel, Estados Unidos e Austrália debateram, com profundidade, a gestão dos recursos hídricos.