Central de Comunicação // CNA

02/08/2017

Especialistas do Brasil e Argentina debatem desafios do Comércio Agrícola Internacional

Brasília (02/08/2017) – O 1º Diálogo Agrícola Brasil-Argentina, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Embaixada da Argentina, reuniu, na quarta (2), especialistas do agro para debater os desafios que os dois países enfrentam para ampliar a presença no comércio internacional.

Dividido em três painéis, o evento contou com a presença do presidente da CNA, João Martins e do embaixador da Argentina no Brasil, Carlos Magariños. A primeira discussão do dia abordou o tema “A visão do Brasil e da Argentina frente ao desafio de 2050: como prover alimentos, de forma sustentável, para 9 bilhões de habitantes?”. 

O Subsecretário de Mercados Agroindustriais da Argentina, Jesús Silveyra, afirmou que os dois países sul-americanos possuem os recursos necessários para se tornarem os principais fornecedores de alimentos do mundo. “Em 2050, o mundo terá 7 bilhões de pessoas da classe média e o Brasil e a Argentina podem atender à demanda desse público”.

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, disse que o desafio do setor para 2050 é elevar a produtividade, reduzindo riscos, poupando recursos e utilizando tecnologias de baixo custo. “Precisamos responder às expectativas de uma sociedade mais exigente e de mercados competitivos e rentáveis”. 


Maurício Lopes, Presidente da Embrapa

Já o Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Carlos Márcio, lembrou que há pouca disponibilidade de água e terra para produzir alimentos no mundo, mas que o Brasil e Argentina estão entre os 7 países que respondem por 50% da área disponível. 

No segundo painel “Inserção Comercial: como Brasil e Argentina podem potencializar sua presença no mercado internacional?”, o sócio-administrador da Barral M Jorge Consultores Associados, Welber Barral, explicou que o Mercosul ainda tem poucos acordos comerciais e precisa expandir a participação em mercados internacionais.

“Acordos são fundamentais para aumentar a competitividade e exportação de produtos não tradicionais”. O professor associado da Fundação Dom Cabral, Carlos Primo, e o presidente da Porta Hnos, José Porta, também participaram da discussão.

O terceiro e último debate foi sobre “Novos mercados: como cooperar na área agrícola para inserção no mercado asiático?”. O consultor da Asia-Brazil Agro Alliance, Marcos Jank, enfatizou que a Ásia é o mercado com maior potencial de crescimento de demanda por produtos agrícolas do mundo.  

“Em 2012, a China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil. O Japão e a Coreia são mercados maduros, consolidados e de baixo crescimento, mas que também podem se tornar compradores do Mercosul”. 

A analista de Negócios Internacionais da Apex-Brasil, Thais Moretz, o professor da Universidad de San Andrés, Martín Fraguío, e o responsável pela Área Internacional do Instituto de Estudos Econômicos e de Negociações Internacionais da Sociedade Rural da Argentina (SRA), Raúl Roccatagliata, foram os outros expositores do painel.

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