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29/11/2017

Capacitação integral do produtor rural

Por Por José Zeferino Pedroso*

O agronegócio brasileiro gera 1/3 dos empregos do país contribuindo com mais de um quinto do Produto Interno Bruto, mas pesquisas oficiais indicam que 78% dos produtores rurais do País não recebem regularmente auxílio técnico por meio de programas de assistência técnica e extensão rural. Santa Catarina é uma exceção. Aqui, um grande esforço de profissionalização está sendo feito pelo SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) e pelo Ministério da Agricultura mediante  consistentes investimentos no programa de assistência técnica e gerencial (AteG) do segmento de lácteos. O objetivo é melhorar a produção e a produtividade e aumentar a  rentabilidade, demonstrando a potencialidade da cadeia produtiva do leite.

O SENAR assumiu o compromisso de implantar uma metodologia nacional de assistência técnica e gerencial direcionada principalmente aos pequenos e médios produtores rurais. O modelo idealizado – totalmente gratuito – preconiza um atendimento em gestão das propriedades rurais e sua atualização tecnológica e funda-se em visitas mensais individuais aos produtores rurais, trabalho coordenado por uma equipe especializada formada por supervisores e técnicos de campo. Cada técnico de campo atende em média 25 produtores rurais. 

Além do Sistema FAESC e SENAR participam e contribuem com a execução do programa os Sindicatos Rurais, as cooperativas e as agroindústrias que atuam na cadeia produtiva do leite. Em território catarinense são atendidos 950 produtores rurais na região do grande oeste e outros 400 nas regiões do Alto Vale do Itajaí, Sul, Planalto Norte e Grande Florianópolis, totalizando 1.350 produtores.

Nesse esforço atuam 57 técnicos de campo. No grande oeste o programa conta com convênio do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento com recursos financeiros de 9 milhões e 700 mil reais, sendo 4 milhões e 500 mil oriundos do MAPA e 5 milhões e 200 mil de recursos próprios do SENAR/SC. 

A metodologia do programa trabalha cinco passos para que a propriedade produza mais e melhor: diagnóstico produtivo e individualizado, planejamento estratégico, adequações tecnológicas, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática de resultado. Utiliza-se um conjunto de ferramentas operacionais e tecnológicas desenvolvidas pelo Senar. Tudo isso de forma contínua e monitorada por no mínimo 24 meses. Isso pode ser chamado de capacitação integral do produtor e do empresário rural.

*José Zeferino Pedrozo - Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)