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12/04/2018

Conab aumenta a estimativa da produção de Grãos

Por Superintendência Técnica da CNA

O sétimo Levantamento de Safra de Grãos 2017/2018 divulgado no dia 10 de abril publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estima uma produção de 229,53 milhões de toneladas, crescimento de 1,5% comparado ao relatório de março. Mesmo com esse aumento, a produção de grãos terá uma queda de 3% em relação à safra passada.

No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma previsão para a produção de grãos de 229,26 milhões de toneladas.

Na avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) a produção de grãos deverá superar os 234 milhões de toneladas, queda 1,5% em relação à última safra.

Tabela 01: Levantamento de área e produção para os principais grãos no Brasil


Fonte: Conab/CNA

SOJA
A colheita da soja está se aproximando do fim e os bons índices produtivos estão se confirmando em praticamente todos os estados. A Conab aumentou as estimativas para uma produção de 114,96 milhões de toneladas, aumento de 1,94 milhão de toneladas em relação à safra passada. Com esse novo reajuste, a produção de 2017/2018 já é superior à última sagra representando um novo recorde. 

Na estimativa do IBGE a produção de soja será de 114,5 milhões de tonelada, apresentando leve queda em relação a safra passada.

Entretanto, com as boas produtividades obtidas nas lavouras do MATOPIBA, uma das ultimas regiões em colheita, a CNA estima que a produção deverá ficar acima dos 117 milhões de toneladas, como já informado no último relatório.

As estimativas iniciais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a Argentina apontavam para uma safra de 57 milhões de toneladas, entretanto, no relatório divulgado no mesmo dia que o da Conab, estima foi ajustada para 36 milhões de toneladas. Para o Brasil, as estimativas dos USDA são de 115 milhões de toneladas, aumento de 2 milhões de toneladas em relação ao mês passado.

Mesmo com esse aumento da produção nacional, os preços da oleaginosa vêm se mantendo acima dos 10 dólares por bushel, influenciados principalmente pela quebra da safra de soja da Argentina e pelo aumento das estimativas de exportação.

MILHO
A produção do milho foi reajustada em 1,3 milhão de toneladas com aproximadamente 480 mil toneladas para o milho verão e 960 mil toneladas para o milho safrinha. Mesmo com esse reajuste, a Conab estima uma produção de 88,6 milhões de toneladas, queda de 9,4% com relação à safra. De acordo com os dados do USDA, a produção foi estimada para 92 milhões de toneladas, queda de 2 milhões de toneladas em relação ao último relatório.

Na previsão do IBGE, a produção do milho safrinha será de 60,7 milhões de toneladas. Dessa forma, a produção total de milho esta estimada em 87,2 milhões de toneladas, queda de 12% em relação à safra passada.

O milho plantado no Centro-Oeste segue com bom desenvolvimento em todos os estados favorecido pelas chuvas regulares. De acordo com a CNA, caso essa condições climáticas se mantenham até a primeira quinzena de maio, o milho plantado fora do período ideal (+/- 25%) deverá também obter boas produtividades e a produção poderá superar os 90 milhões de toneladas.

Para a demanda, a Conab estima que o consumo nacional aumente para 59 milhões de toneladas ante 57,2 milhões de toneladas da safra passada. Para as exportações, a previsão é de aproximadamente 32 milhões de toneladas. Em contra partida, a CNA segue com a estimativa que as exportações superem os 35 milhões de toneladas, atingindo assim um novo recorde. 

Mesmo com esse aumento da demanda, os estoques privados deverão se manter acima dos 10 milhões de toneladas e isso deverá evitar um grande aumento dos preços no mercado doméstico. Para a Argentina, o USDA estimava uma produção de 33 milhões de toneladas, ante uma estimativa inicial de 42 milhões de toneladas. 

Para a safra que está em andamento, os custos de produção para o milho safrinha devem se manter próximos ao da safra passada. Os itens que sofreram os maiores aumentos ficaram por conta do óleo diesel e da mão-de-obra. Os defensivos agrícolas tiveram uma redução em todas as regiões, entretanto, as chuvas constantes poderão contribuir para uma maior pressão de doenças e isso poderá demandar aplicações extras de fungicidas. Dessa forma o custo com defensivos poderá sofrer alguns reajustes.

Figura 02: Custos com insumos para o milho safrinha nas principais regiões produtoras. 


Fonte: Projeto Campo Futuro (Cepea/CNA).

FEIJÃO
A produção do feijão foi reajustada para 3,37 milhões de toneladas ante 3,3 milhões de toneladas de acordo com a Conab. Com esse aumento os estoques privados deverão finalizar o ano acima das 375 mil toneladas. Com essa boa produção os preços deverão se manter nos patamares atuais, fazendo com que a rentabilidade do produtor fique muito ajustada.